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'Tocar no Rio é um vício', diz George Israel

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Leandro Souto Maior, JB Online

RIO - O Kid Abelha não dá nenhum sinal de que voltará à ativa tão cedo, mas o músico George Israel está acelerando sua carreira solo. O saxofonista do grupo que divide com a cantora Paula Toller e o guitarrista Bruno Fortunato encerra temporada de shows no Mistura Fina, no Arpoador, nesta quarta-feira. Foram sete semanas recebendo sempre convidados especiais.

- As apresentações renderam momentos antológicos conta Israel. - Tocar com mestres como Moraes Moreira e Pepeu Gomes, por exemplo, foram emoções únicas.

Mas o ritual semanal rendeu alguns momentos nem tão gloriosos, que o músico chama de cataclismas . Logo na estréia, faltou luz no início do show. A banda não se intimidou e continuou tocando com o que dava: bateria e naipe de metais.

- Tocamos sem luz por uns oito minutos lembra. Na quarta-feira passada o Rio sofreu com um temporal. Teve um acidente de carro perto do Mistura, foi um caos... mas acabou dando tudo certo. Recebi o Toni Garrido e mostramos uma parceria nova, a canção Trevo de quatro folhas. O legal dessa história de receber convidados tem isso de poder mostrar coisas novas a cada semana. A temporada serviu para azeitar a banda. Durante o processo, acabamos aumentando a formação, incluindo trombone e percussão.

Além do repertório previemente ensaiado, os convidados levam pelo menos duas novas músicas, fazendo cada apresentação ter um repertório único.

- Acho que toda banda deveria passar por isso, de ter um point fixo em que se apresenta regularmente. Sempre foi assim, desde os Beatles no Cavern Club afirma o integrante também do grupo Os Britos, que se dedica aos clássicos do quarteto de Liverpool.

O cantor, compositor e saxofonista destaca ainda o privilégio de tocar no Rio, perto de casa.

- É como um vício. Quando não tem show, parece que está faltando alguma coisa na minha rotina semanal.

Nesta semana os convidados serão os grupos Bossacucanova e Canastra. George Israel também tem uma canção novíssima feita em parceria com Cris Delano e Alexandre Moreira, integrantes do Bossacucanova.

- Não sei se iremos tocá-la no show, porque ainda falta um pedaço da letra. O nome é Na flor da idade, e vai entrar no novo CD da Cris. De repente até amanhã a gente pode terminá-la a tempo de incluir no repertório, ou pelo menos dar uma palhinha de parte dela.

A produção de George Israel está prolífica. Acaba de sair do forno uma parceria com Carlinhos Brown feita sob encomenda para uma coleçao de jóias da H Stern inspirada na obra de Oscar Niemeyer.

- Queriam a divulgação de uma forma diferente, aí demos essa sugestão de fazer uma animação.

Confira a animação para Linhameyer:

Enquanto sua produção não pára, o Kid Abelha segue bem relaxado.

- Por enquanto a Paula (Toller) e eu estamos trabalhando bastante solo, por isso não posso dar nenhum prognóstico sobre a nossa volta. O Kid tem uma coisa bacana: nunca fizemos nada por pressão. As pessoas ficam mais ansiosas pelo nosso retorno que a gente. Como está demorando, acham que estamos enganando os fãs, que a banda acabou, mas não é nada disso - garante.