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Promessa do verão, 'boate inflável' no Aterro vive às moscas

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Hugo Cals, JB Online

RIO - Inaugurada há uma semana, com o slogan de a primeira boate inflável do mundo , a Bubble, localizada no final do Aterro do Flamengo, entre o Museu de Arte Moderna (MAM) e o Aeroporto Santos Dumont, impressiona pela estrutura, mas ainda não se tornou um hit do verão carioca.

Na noite deste sábado, a recém-inaugurada casa noturna, que fica montada até o início de março, foi palco de uma festa de música eletrônica que teve como atração principal o DJ inglês Alex Gold. Os espaços vazios, no entanto, predominavam dentro e fora do complexo.

Não adianta querer chegar cedo: assim como em outros eventos cariocas do gênero, a festa só começou à meia-noite, quando os primeiros freqüentadores começavam a aparecer. No entanto, em nenhum momento ao longo da madrugada, a Bolha chegou a encher. O motivo pode ser o preço da entrada: homens pagam R$ 60 e as mulheres, que em geral pagam a metade do ingresso cobrado ao sexo oposto, R$ 50.

Atrás de novidades

Mesmo com preços altos, o público presente na festa estava atrás de novidades. Como a profissional de hotelaria Camila Rezende, de 24 anos, que foi a Bubble acompanhada de duas amigas.

Moramos em Copacabana, e por isso sempre acabamos saindo pelas boates da Zona Sul. No máximo, vamos até a Lapa. Estou gostando bastante da festa, sempre busco eventos itinerantes, principalmente no verão. A gente está de saco cheio das mesmas noites desabafou.

Os amigos Leonardo Telles, estudante de engenharia, de 24 anos, e Rodrigo Fett, estudante de administração, de 21 anos, fizeram coro às queixas de Camila. Moradores do Leme, eles elogiaram a Bubble, mas fazem ressalvas.

Como as nights são sempre as mesmas, atualmente só saio para eventos diferentes, como a Bubble. Gostei do local, apesar de ter achado os preços caros e o evento pouco divulgado disse Rodrigo.

À entrada da estrutura arredondada existe um pátio externo que funciona como área de descanso e refúgio para os fumantes. O espaço também conta com três piscinas, que só serão usadas em festas pós-praia, agendadas para as tardes de domingo, quando a bolha não abre.

Os bares da casa, que contam com tabelas de preço exibidas em televisões de LCD, funcionam com cartões pré-pagos: não existem nem fichas de papel nem os cartões de consumação, responsáveis pelas longas filas no final da noite, quando todos querem ir embora ao mesmo tempo. O cliente calcula quanto pretende gastar na festa e carrega este valor no cartão. Paga-se R$ 10 pelo serviço, mas este valor é reembolsado na saída, com a devolução do cartão eletrônico. Uma tenda oferecer quitutes orientais, como yakisobas e temakis.

Atração da Bubble no próximo sábado, a designer Adriana Costa e Silva, de 29 anos, conhecida na noite como DJ Dri.K, que foi conhecer a nova festa do Aterro, tem uma teoria para explicar a fraca lotação do espaço.

Acho que todo mundo vê que a casa está vazia lá dentro e acaba ficando mais tempo na parte exterior da festa. Estas festas geralmente enchem tarde e o fato de não poder fumar lá dentro também afasta uma galera concluiu a DJ.

Os espaços vazios não pareciam incomodar a jovem Camila Esteves, de 20 anos, estudante de jornalismo:

Gosto de espaço! Como saio para dançar, não gosto das boates pequenas, que sempre ficam lotadas e apertadas. Aqui estou à vontade, estou achando tudo diferente.

Na Bubble, o esquema de segurança é rígido: todos são revistados na entrada por seguranças munidos de detectores de metais. Educadamente, eles pedem para que todos esvaziem os bolsos antes de entrar. Seguranças circulam pela festa o tempo todo, que conta também com câmeras de vigilância.