Destaques vão de neon a couro e botas longas

Pontos fortes

Casacos e coletes longos: os mais bonitos, vistos na Chanel. Sobre calças retas, em geral.

Preto e branco: consequência direta da elegância clássica. Tanto nos padrões como nos debruns e nos looks. Até no vestido de baile (sim, volta o longo de baile), que, ao mesmo tempo, reforça o animal print, assinado por Andrew GN.

Pied-de-poule e príncipe-de-gales: tecidos de alfaiataria vistos em muitas coleções. Como boa inglesa, Clare Waight-Keller adotou na Givenchy.

Pink: parente dos neons, este rosa próximo do Living Coral ditado pela Pantone como cor do ano, impressionou Pierpaolo Piccioli a ponto de o designer incluir o pink na mesma série dos longos no célebre vermelho Valentino.

Ombros: ombros mais fortes, esculpidos ou alongados acompanham mangas fartas. Vem dos anos 1980 e marcam a alfaiataria assinada por John Galliano para a Maison Margiela.

Botas longas: acima dos joelhos (over the knee, como são chamadas no jargão em inglês), elas dão um tempero jovem nos looks mais conservadores. Valem também as botas longas justas, pretas. O contraste melhor, em Celine.

Couro: em blusões, calças, casacões, saias. É o material para o inverno acima dos zero graus, está com o aspecto tradicional do cromo. Mas pode ser fake e continuar lindo, como demonstra sempre a Stella McCartney, adepta do sustentável e ecológico.

Azul: o marinho e o turquesa sumiram, ultrapassados por tons mais claros, caindo para o acinzentado. Ainda sem nome oficial, conhecido simplesmente como azulzinho. Já visto nas vitrines da Osklen, no Brasil. E em Paris, um dos avalistas foi a Sarah Burton, diretora de criação da marca Alexander McQueen.

Neon: presente em várias coleções. Quem melhor apresentou foi Anthony Vaccarello, criador da Saint Laurent. Apagou as luzes principais, acendeu as luzes negras e passou casacos e vestidos em verdes, rosas, amarelos e brancos em visual lembrando teatros de marionetes.

Acessórios: se a moda é chic, a cintura marca posição com cintos de todos os tipos, com fivelas retangulares. As bolsas ícones ganham novas versões, com logos diferentes, peles, pedrarias. Os brincos de argola continuam, assim como os longos metálicos. Nada de sandálias e escarpins nas grandes marcas _ além das botas longas, lideram os sapatos masculinos, os oxford estilizados. Aspecto artesanal importante nas palas trabalhadas. Na Louis Vuitton, cintos e palas foram destaques.