Recheio surpresa: confira crítica de 'Exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro'

Com mais cara de “Sessão das dez” do que de “Sessão da tarde”, apesar de um apelo teen de total afinação com a linha vespertina de filmes da Globo, “Exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro” deixa muito queixo caído com sua artesania formal: a direção de Fabrício Bittar imprime neste “terrir” um padrão de assombro e de tensão que muito filme de horror de maior ambição estética não atinge. É uma comédia boa de risos - sem dúvida, sobretudo quando Danilo Gentili aparece, descortinando ironia e bordões de saborosa truculência – mas é, sobretudo, um excelente thriller sobrenatural, bem calçado em sua habilidade de explorar a surpresa e desafiar expectativas. Tem lá suas nojeiras, tem lá suas bobeiras, mas tem algo cada vez mais raro em nosso cinema: protagonistas tridimensionais, que se sustentam na torcida do público por conflitos internos. Há uma leva de coadjuvantes de luxo bem encaixados no filme. Mas o achado do elenco é a escalação de Digão Ribeiro, que faz de seu escatológico personagem, o segurança Conan, um adorável encosto.

Macaque in the trees
Dani Calabresa vive uma youtuber no terrir (Foto: Divulgação)

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OS EXTERMINADORES DO ALÉM CONTRA A LOIRA DO BANHEIRO: *** (Bom)

Cotações: o Péssimo; * Ruim; ** Regular; *** Bom; **** Muito Bom