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Picasso roubado em Roterdã há seis anos pode ter sido encontrado na Romênia

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A "Cabeça de Arlequim", obra de Picasso roubada com seis outras pinturas de um museu na Holanda, seis anos atrás, durante um assalto espetacular, pode ter sido encontrado na Romênia, disse o promotor de Bucareste neste domingo (18).

Sete obras-primas de Picasso, Monet, Gauguin e Lucien Freud foram roubadas do Museu Kunsthal em Roterdã, em 2012, em um assalto que durou apenas três minutos e que a mídia holandesa descreveu como "o roubo do século".

O promotor Augustin Lazar confirmou à AFP que as autoridades romenas tinham em sua posse uma pintura que "poderia ser" uma das roubadas do Museu Kunsthal, acrescentando que ela deveria ser examinada mais detalhadamente.

Os especialistas estão agora verificando se a tela é a "Cabeça de Arlequim" de Picasso, disse uma fonte da AFP.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores holandês disse que a autenticidade da pintura deve agora ser "estabelecida".

Quatro romenos foram presos pelo assalto em 2014 e foram sentenciados a pagar 18 milhões de euros (20,5 milhões de dólares na taxa de câmbio atual) às seguradoras das telas.

Uma das integrantes do grupo, Olga Dogarym assegurou aos investigadores que ela havia queimado as pinturas em seu fogão na cidade de Carcaliu, no leste da Romênia, em uma tentativa de proteger seu filho, Radu, quando ele não conseguiu vendê-las. Mais tarde, ela retratou a declaração.

Os investigadores disseram anteriormente que as pinturas haviam sido destruídas depois que os ladrões não encontraram compradores.

As pinturas foram emprestadas ao museu para uma exposição no seu vigésimo aniversário, patrocinada pela Fundação Triton, criada para cuidar da coleção de arte acumulada pelo investidor holandês Willem Cordia, morto em 2011.

 

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