Dublê de Chucky: confira a crítica de 'Goosebumps 2'

Parente distante de “Deu a louca nos monstros” (1987), cult de Fred Dekker, o projeto “Goosebumps” ganhou sinal verde para se tornar uma franquia - derivada da literatura de R. L. Stine - à força dos US$ 150 milhões arrecadados, em 2015, pelo filme original, uma produção de US$ 58 milhões. A nova aventura, “Goosebumps 2: Haunted Halloween”, teve um custo inferior (estimam-se gastos de US$ 35 milhões em suas filmagens), mas compensou a diferença com um investimento maior no humor. A direção, antes confiada ao insosso animador Rob Letterman (de “O espanta tubarões”), agora ficou com um cineasta que vem se estabelecendo como referência de soluções visuais surpreendentes: Ari Devon Sandel, ganhador do Oscar pelo curta “West Bank story” (2007). Escolado nas manhas do riso com “Duff: Você conhece, tem ou é” (2015), o realizador encontra uma azeitada mistura entre o sombrio e o lúdico ao trançar elementos de terror com a cartilha das aventuras juvenis. Na trama, o assombrado boneco Slappy, um dublê de Chucky quer aproveitar o Dia das Bruxas para infestar a terras de criaturas das trevas vivificadas por ele.

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O boneco Slappy atazana a vida do menino Sonny (Foto: Divulgação)

Os donos do brinquedo (que o possuíam sem saber de sua alma maléfica) são a adolescente Sarah (Madison Iseman) e os meninos Sam (Caleel Harris) e Sonny (o poço de carisma Jeremy Ray Taylor, de “It: A Coisa”). Os três são acossados pelo Pinóquio do Além e seus espíritos zombeteiros em situações que exploram, com competência, a engenharia de efeitos especiais do longa-metragem. Além de ceder a voz ao vilão, Jack Black volta às telas para uma participação pequena, mas divertida, na pele de Stine. Sua presença amplia o clima de “Sessão da tarde” deste passatempo talhado para plateias de dente de leite.

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GOOSEBUMPS 2: *** (Bom)

Cotações: o Péssimo; * Ruim; ** Regular; *** Bom; **** Muito Bom