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Chamado selvagem pré-histórico: confira a crítica de "Alfa"

Jornal do Brasil TOM LEÃO, nacovadoleao.blogspot.com.br

“Alfa”, uma história original do diretor Albert Hughes (pela primeira vez, filmando sem o irmão, Allen), tem um quê daqueles livros de Jack London, passados em lugares inóspitos, com protagonista jovem e um animal. A diferença é que a aventura envolvendo um rapaz e um lobo se passa em tempos pré-históricos, no final da última era glacial.

Macaque in the trees
Aventura Albert Hughes envolve um jovem e um lobo (Foto: Divulgação)

Acompanhamos o rito de passagem do jovem Keda (Kodi Smit-McPhee), que, ao se perder de sua tribo, durante uma caçada, vê-se sozinho, num ambiente hostil. Ele acaba envolvido com um lobo, que se desgarra de sua alcateia. E, de rivais, aos poucos, vão se tornando amigos. É, supostamente, o momento em que o ancestral do cão trava seu primeiro envolvimento com o homem, do qual viria a ser “o melhor amigo”.

É um filme contemplativo, com paisagens e cenas extraordinárias. Parece querer mostrar que somos apenas um pequeno detalhe no grande esquema da natureza.

E de poucas falas. Inclusive, usa uma linguagem inventada, como em “A guerra do fogo” (1981), o que fez com que ele seja exibido apenas em cópias dubladas no Brasil.

Para quem reclama que os filmes atuais são todos parecidos, ou não passam de remakes e sequencias, “Alfa” (Alpha) é uma alternativa. É uma produção realmente diferente da média. Por isso, levou mais de um ano para ser lançado após ficar pronto. Pode causar estranheza.

*Jornalista

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ALFA: *** (Bom)

Cotações: o Péssimo; * Ruim; ** Regular; *** Bom; **** Muito Bom



Tags: cultura

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