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Com cara de piloto de série: confira crítica de "Kin"

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Hoje em dia, quase toda a produção comercial de Hollywood padece de um problema sério: qualquer filme que se faça, tem de deixar alguma brecha no final, para possíveis séries ou “universos”. Isso vem afetando bastante os roteiros e o desenrolar de certos filmes.

É o caso de “Kin”. Misto de drama familiar com toques de sci-fi (a influência de “O exterminador do futuro” é assumida em vários pequenos detalhes), que deriva de curta (“Bag man”, 2014), feito pelos irmãos Josh e Jonathan Baker, também diretores do longa - o que garante uma certa coesão no resultado final.

A trama envolve um camarada que deve dinheiro a um traficante e põe a família em risco; e o toque sci-fi se dá quando, o irmão mais novo deste, encontra uma arma poderosa, que parece vir de outro mundo. No encalço da arma, vão dois motoqueiros misteriosos (que lembram a dupla francesa Daft Punk), e, no do rapaz, a gang dos traficantes. O que acaba transformando tudo num road movie.

Mas, o arremate, não conclusivo, com cara de piloto de série, pode fazer o espectador se sentir enganado, apesar de ser um passatempo ok. O melhor de tudo, é a trilha sonora, feita pela banda escocesa de post-rock Mogwai. 

Macaque in the trees
"Kin" é um misto de drama familiar com toques de ficção científica (Foto: Divulgação)

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KIN: ** (Regular)

Cotações: o Péssimo; * Ruim; ** Regular; *** Bom; **** Muito Bom



Tags: cultura

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