Messi perde pênalti e Argentina empata com a Islândia na estreia

De um lado, a poderosa Argentina do alto de seus dois títulos mundias e 17 participações em Copas e comandada em campo pelo genial Lionel Messi. Do outro, uma seleção estreante na maior competição do planeta, quase um penetra na festa. O roteiro era totalmente previsível para ser um massacre portenho, mas foi reescrito pelo cineasta Hannes Pór Halldórson, o camisa 1 da Islândia. Ex-obeso, o goleiro foi roteirista e protagonista da partida, consagrando-se com grandes defesas ao longo do jogo e um lance digno de Oscar ao defender um pênalti que saiu dos pés de Messi, que virou coadjuvante.

A tônica de todo o jogo foi a forte marcação da Islândia, que adiantou seus homens para dificultar a saída de bola argentina e não abriu mão de fazer faltas quando se via em desvantagem. Messi buscou flutuar em todos os setores ofensivos para confundir a rígida formação em bloco dos adversários. Mas estava praticamente sozinho no meio campo, pois Meza e Di María estavam mais para figurantes em campo.

Mas a retranca aparente não impediu que os nórdicos criassem chances de gol. A mais perigosa teve início com uma falha do zagueiro Rojo que recuou mal para o goleiro Caballero, pressionado pela marcação adversária. A bola sobrou para Bjarnason que desperdiçou.

A resistência islandesa deu a impressão de não passar de um curta-metragem quando, aos 19 minutos, Aguero recebeu dentro da área e girou sobre a marcação, finalizando no ângulo direito. Dois minutos depois, Messi teve a chance de matar o jogo ao bater na entrada da área, levando Halldórson a apresentar sua filmografia. 

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A vantagem no placar não acalmou a defesa argentina. Aos 23, Sigurdsson bateu cruzado e Finnbogason finalizou após rebote de Caballero, marcando o primeiro gol da Islândia em Copas e justamente sobre a poderosa bicampeão mundial. 

No segundo tempo, a Islândia diminuiu o ritmo da marcação mas conseguiu segurar o ataque argentino. E o roteiro do filme prenunciava um drama em ritmo de tango. Aos 18, Messi desperdiçou cobrança de pênalti chutando de forma displicente a meia altura, levando Halldórson a praticar uma defesa cinematográfica.

Nos últimos minutos, os hermanos acuaram o acanhado grupo islandês a um terço do campo e criaram várias chances, mas todas esbarraram no cineasta que brilhou à frente das câmeras.  

Argentina: Caballero; Salvio, Otamendi, Rojo e Tagliafico; Meza (Higuain), Mascherano, Biglia (Banega), Di María (Pavón);  Messi e Agüero.

 Islândia: Halldorson; Saevarsson, Arnason, Sigurdsson e Magnussen; Gunnarsson (Skúlason), Hallfredsson, Gudmundsson, Sigurdsson (Gíslason) e Bjarnason; Finnbogason (Sigurdasson).

 Juiz: Szymon Marciniak (Polônia).