Livro virtual de poesias mostra a dura realidade das mulheres das periferias

Livro virtual de poesias, feito a partir das vivências das mulheres que participam do projeto Mulheres em Rede nas favelas do Rio de Janeiro, mostra  a dura realidade das mulheres que vivem nas áreas vulnerabilizadas da cidade, mas acima de tudo sua capacidade criativa.

O livro, ainda virtual, é a materialização (sem trocadilho) do sonho de Joana Darc Lage, moradora da Baixada Fluminense e organizadora do livro. Lançado em evento no Centro Estadual de Defesa dos Direitos das Mulheres, o Cedim, o livro Poesia em Rede, é mais do que um simples livro, é a materialização das dores vividas e superadas e dos sonhos destas mulheres que produzem arte através dos seus trabalhos.

Descobrirem-se poetisas e abrirem-se ao direito do lúdico não é tarefa fácil para quem sempre teve de ser dura e forte para enfrentar a violência doméstica em todas as suas nuances, a violência policial, a baixa auto-estima e as faltas que o universo da pobreza produzem.

Mulheres que superaram a dor e vivem a delícia de vivenciar o novo. Estas mulheres têm a oportunidade de produzir narrativas da dor que viveram e que as conduziram a transformar suas vidas, e isso é manifesto em seus belos trabalhos artesanais ou na prestação dos serviços que oferecem.

Com o auxílio dos parceiros e voluntários, Henrique Fornazin e Beth Nemer (design editorial), puderam concluir a obra e avançar na empreitada, e compartilhar das suas experiências e dar visibilidade às suas trajetórias, além de entender que uma ação como essa faz com que fortaleçam as outras mulheres e muito mais a si próprias.

Agora, buscam a possibilidade de torná-lo acessível também em versão impressa e ampliar a visibilidade de seu trabalho. E dar uma outra leitura ao que é ser mulher de favela ou, como preferirem, de periferias, para além dos estereótipos pejorativos e desqualificadores(como fábrica de marginais) . 

Conheça a experiência no link abaixo:https://www.asplande.org.br/wp-content/uploads/Poesia-em-Rede.pdf 


"A nossa luta é todo dia. Favela é cidade. Não aos Autos deResistência, à GENTRIFICAÇÃO, à REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL , aoRACISMO, ao RACISMO INSTITUCIONAL,ao VOTO OBRIGATÓRIO, ao MACHISMO, À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER e à REMOÇÃO!"


*Membro da Rede de Instituições do Borel, Coordenadora do GrupoArteiras e Consultora na ONG ASPLANDE.(Twitter/@ MncaSFrancisco)