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A história secreta do pop brasileiro

Nos anos 70, foi cunhado no Brasil (pelas gravadoras) o termo MPB. Servia para definir e enquadrar um certo tipo de artista que não era bossa n...

Nos anos 70, foi cunhado no Brasil (pelas gravadoras) o termo MPB. Servia para definir e enquadrar um certo tipo de artista que não era bossa nova ou de alguma linha (como os pós-tropicalistas Gil e Caetano, ou nomes egressos de festivais, tipo Chico e Elis). Estes artistas eram muito apreciados por universitários e pela classe média, sobretudo. Não eram mega vendedores de discos. Nem iam a programas de auditório ou ‘estourados’ nas rádios AM do país. Ou seja, era uma música brasileira, sim. Mas não tão popular, na acepção da palavra.

Os que faziam música pop, para o povão mesmo, foram, pejorativamente, classificados como ‘bregas’. Estes artistas, campeões de vendas e popularidade de Norte a Sul do país (mas ignorados pela crítica), estão enfocados na série documental em oito capítulos ‘História Secreta do Pop Brasileiro’, do Music Box Brasil, que, além do canal, está disponível, também, em várias plataformas de streaming (Now, Vivo, Amazon e Looke). A série é um recorte do livro ‘Pavões Misteriosos’ (2014), de André Barcinski, que também dirigiu os oito programas.

 

É divertido - e revelador - assistir aos episódios, e perceber como estes nomes estão mais gravados no DNA dos brasileiros do que os ditos MPB. No episódio 1, por exemplo, vemos artistas e bandas brazucas que se travestiram de gringos, como o Gengis Khan e Prini Lorez (cópia de Trini Lopez, que só descobriu isso recentemente, por conta do programa!). No episódio 2, descobrimos quem eram os falsos gringos (artistas que usavam nomes em inglês, mas era daqui mesmo), como Mark Davis (que era o Fábio Jr) e bandas e nomes como Pholhas, Terry Winter. E, o mais famoso deles, Mauricio Alberto a.k.a. Morris Albert, cujo hit ‘Feelings’, foi gravado até por Nina Simone!

 

Em outros episódios, conhecemos a trajetória do argentino Mr. Sam (nascido Santiago Malnati), que criou a Gretchen; a banda Os Carbonos, que tocou em mais de mil discos (!) de diversos artistas; os cantores de estúdio (que estão por trás de hits de todos os gêneros); as bandas de bailes (que, depois, tiveram carreiras próprias, como Roupa Nova) e o fenômeno da música infantil - em certa época, Xuxa vendia mais do que Roberto Carlos.

 

É uma excelente dica para maratonar nesta quarentena. E ainda dá para ouvir as músicas numa playlist que está no Spotify.

 

R.U.G.I.D.O.S

*Chegam este mês ao catálogo do Amazon Prime Vídeo as seguintes series: ‘Homeland’ (temporadas 1-7), ‘Modern family’ (1-9), ‘Prison break’ (1-5), ‘Mad men’ (1-7) e ‘Arquivo X’ (1-7), além da segunda temporada da série original ‘Hanna’. Já a segunda temporada de ‘The Boys’ só chegará aqui dia 4 de setembro.

*Já o StarzPlay lançará duas séries novas em julho: ‘P-Valley’ (produção própria) e ‘Normal People’. O drama ‘P-Valley’ chega à plataforma no dia 12 de julho, e mostra as vidas de dançarinas de striptease do Sul do Estados Unidos. A produção é inspirada na peça “Pussy Valley”. Já dia 16 de julho será a vez da aclamada série ‘Normal People’, originalmente do Hulu.

*As novidades de julho no Smithsonian Channel são: “Estados Unidos em cores” e “Missão Lua”, domingos, 5 e 12 de julho, das 19h às 23h. Além disso, dia 19 de julho, às 21h, estreia o documentário ‘Negros no espaço’, sobre os primeiros negros que participaram de treinamentos para missões espaciais da NASA.

*O serviço de streaming da WarnerMedia, HBO Max, lançado em maio apenas nos Estados Unidos, conta com 10 títulos originais da HBO Latin America em seu catálogo. Entre eles, ‘Pico da neblina’, ‘A vida secreta dos casais’ e a minissérie exclusiva ‘Santos Dumont.