TOM LEÃO
'A empregada': prazer culpado de primeira
Publicado em 02/01/2026 às 11:26
Alterado em 02/01/2026 às 11:26
'A empregada' é um filme do tipo 'prazer culpado', que funciona
Foto: divulgação
Sabe aquele tipo de filme que a gente costuma chamar de ‘prazer culpado’? Pois ‘A empregada’ (‘The housemaid’) se encaixa nele, direitinho. Pelo cartaz e sinopse, a gente já tem uma boa ideia do que vai ver. A trama: moça com problemas financeiros (e algo mais, o que descobriremos no decorrer da trama) arruma um emprego como caseira na mansão de dondoca histérica, casada com homem bonitão e galante. É claro que essa mistura vai dar em confusão, não?
E claro que dá. Millie, a serviçal (Sidney Sweeney, sempre bem nesse tipo de papel de moçoila ingênua) fica muito feliz com o emprego. Mas no dia seguinte (o cargo obriga que ela more na casa) descobre que Nina, sua patroa (Amanda Seyfried, muito boa nas nuances do personagem), é uma mulher descompensada e com sérios problemas de comportamento. Por outro lado, o marido desta (Brandon Sklenar, visto recentemente no eficiente thriller ‘Drop’, em papel parecido) é uma pessoa, aparentemente, calma, centrada e que resolve todos os problemas da casa. A relação entre os três vai se tornando cada vez mais tensa (sexual e psicologicamente), e no meio deles há ainda uma criança mimada, que é filha da dondoca.
O filme, que parece aqueles feitos para TV dos anos 80, fica no limite do trash. É dividido em primeira parte (com o desenvolvimento da relação entre os três), a virada (por volta de hora e meia), e o desfecho - que, lá no começo, a gente já tinha ideia de como seria. Atualmente, os roteiros de Hollywood são cada vez mais previsíveis (este é adaptado de livro best-seller lançado em 2022), e as agendas atuais estragam filmes e séries de TV. Mas este dá pro gasto. O desfecho guina para o violento, quase terror, com cenas bastante desconfortáveis, e se alonga um tantinho a mais do que deveria (o filme dura 2h10m). Poderia ter sido mais enxuto e menos óbvio.
‘A empregada’ tem tudo para ser sucesso, mesmo que depois, no streaming: mulheres bonitas, sexo e violência. Em cartaz em janeiro, após sessões prévias em dezembro. Curiosamente, o diretor Paul Feig é mais conhecido por comédias do que por dramas -- embora, na reta final, o filme arranque algumas gargalhadas. Veja sem culpa.
STREAMINGS+
*O Apple TV anuncia a expansão do Monterverse, com uma nova série prequel de ‘Monarch: Legado dos Monstros’. A produção vai introduzir novos titãs, enquanto resgata criaturas já conhecidas do público. A trama, que se passará em 1984, ainda está sem data de estreia.
*O Prime Video anunciou o filme ‘Dupla Perigosa’, estrelado por Jason Momoa, Dave Bautista, e também com a atriz brasileira Morena Baccarin. É uma comédia de ação, ainda sem data de estreia.
*O Prime Video divulgou a data de estreia de ‘Jovem Sherlock’, série do diretor e produtor executivo Guy Ritchie: Todos os oito episódios da temporada estreiam em 4 de março de 2026.
*O Apple TV anuncia a aquisição de ‘Beat the Reaper’. Ainda sem data de estreia, a nova comédia dramática é estrelada por Will Poulter (‘Black Mirror’, ‘The Bear’), com Sam Catlin (‘Breaking Bad’) como showrunner e produtor executivo.
*As filmagens de ‘Encontrada’, sequência de ‘Perdida’ (filme lançado em 2023 baseado na obra de Carina Rissi e sucesso de audiência no Disney+) foram finalizadas. A nova produção dá continuidade à jornada de Sofia Alonzo (Giovanna Grigio) e Ian Clarke (Bruno Montaleone), e ainda não tem data de lançamento.

Guy Ritchie aposta no streaming com 'O Jovem Sherlock', da Amazon Foto: divulgação
*O Apple TV anunciou ‘Mulheres imperfeitas’ (‘Imperfect women’), estrelada e com produção executiva de Elisabeth Moss (‘O conta da Aia’, ‘Mad Men’) e Kerry Washington (‘Escândalos: Os bastidores do poder’, ‘Pequenos incêndios por toda parte’), ainda sem data.
*O thriller de ação ‘O sobrevivente’ (remake de ‘The Runnig man’, de 1987, com Arnold Schwarzenegger), estrelado por Glen Powell, e que fracassou nos cinemas, já está disponível para compra ou aluguel em formato digital, pela Paramount Home Entertainment, em plataformas como Amazon Prime Video, Apple TV, Google Play e Microsoft Store. Já o aluguel pode ser feito pela Claro TV+, Vivo Play e Oi.
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