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O perigo oculto das redes sociais

Um dos assuntos mais comentados nas últimas semanas foi o documentário ‘O dilema das redes’ (‘The social dilemma’, de Jeff Orlosvki), do Netflix

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Um dos assuntos mais comentados nas últimas semanas foi o documentário ‘O dilema das redes’ (‘The social dilemma’, de Jeff Orlosvki), do Netflix, que mostra como os grandes grupos que dominam a internet (Facebook, Google, Amazon etc) controlam e direcionam o que você deve ou não ver e consumir, fazendo com que os usuários das redes sociais vivam dentro de uma verdadeira ‘matrix’, servindo apenas de robozinhos que irão proporcionar lucros para estas empresas. Ou, até mesmo, influenciando a cena política.

Se o documentário nem sempre faz isso (denunciar, alertar) de forma satisfatória – as vezes parece falar de modo muito simplório sobre o assunto, sobretudo ao usar de atores representando situações, de forma caricata -, por outro lado, dá um toque importante sobre o assunto e os principais envolvidos nele (como criadores de apps e algoritmos que levaram a internet a seu estado atual) dão depoimentos francos - e até arrependidos - do que fizeram. É um bom complemento a ‘Privacidade hackeada’ (‘The great hack’), lançado no ano passado.

Contudo, vale muito a pena ver, logo depois, a ‘Rede de ódio’ (‘The hater’, de Jan Komasa), que também está no catálogo Netflix. A produção polonesa foi lançada nos cinemas europeus em março. Mas logo saiu de cartaz (por conta da pandemia), indo direto para VOD na Europa. E Netflix comprou para distribuição internacional. Mostra Tomek, um jovem ambicioso que, para se dar bem na vida e no amor, usa das redes sociais para criar intrigas e influenciar na eleição de um político local. Então as coisas saem de controle e acabam em violência.

Além de prender a nossa atenção em poucos minutos (a trama é muito bem encadeada), às vezes, Tomek nos lembra o amargurado Travis Bickle de ‘Taxi Driver’, que tenta se vingar do ‘sistema’ se infiltrando nele. Mas neste caso as armas atuais são muito mais poderosas. E o filme nos dá um toque, de forma muito mais contundente do que ‘O dilema das redes’, de que não se deve confiar em perfis ‘amigos’, likes e determinados grupos em redes sociais.

Caso tivesse sido lançado mundialmente nos cinemas, ‘A rede do ódio’ teria feito muito sucesso. Não tenho dúvida. Não perca.

R.U.G.I.D.O.S

*Para surpresa geral, um novo filme com o jornalista Borat (personagem criado pelo comediante inglês Sacha Baron Cohen), filmado secretamente, será lançado globalmente, dia 23 de outubro, pelo Amazon Prime Video. O título é ‘Borat subsequent movie film’.

*A série ‘Glow’ não voltará com uma quarta temporada, como anunciado, devido aos efeitos da covid-19. A terceira, já lançada, é a última. Já Alan Arkin não voltará para a terceira e última temporada da premiada ‘O Método Kominsky’. O ator simplesmente anunciou que não estará mais na série, da qual é personagem importante, ao lado de Michael Douglas. Ambas são produções originais Netflix.

*Starzplay, o serviço internacional de streaming premium da Starz, anunciou que o drama policial ‘Gangs of London’ estreia no domingo, 15 de novembro, exclusivamente na Bélgica, França, Holanda e Espanha, assim como na América Latina e Japão. ‘Gangs of London’ é uma produção Pulse Films em associação com a SISTER para Sky Studios.

*O filme búlgaro ‘O Pai’ (‘Bashtata’), que deveria chegar aos cinemas de todo o Brasil no mês de março, poderá ser visto, a partir desta semana, nos serviços de streaming Now, VivoPlay , OiPlay, Looke e SkyPlay.