Jornal do Brasil

Saúde & Alimentação

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Wilson Rondó Júnior

Será que sua pasta de dente é segura ?

Jornal do Brasil WILSON RONDÓ JUNIOR *, drrondo@drrondo.com

Num mundo moderno estamos expostos todos os dias a agressores, que de forma imperceptível e insidiosa, vai minando a nossa saúde.

Eu sei que a pasta de dente tem seu lado positivo, mas pode estar ligado a uma série de problemas potencialmente graves, e praticamente não há como evitá-lo.

Trata-se do flúor ..... algo que lhe foi dito ser bom para você.

A fluoretação da água começou em 1945, apesar do flúor não ser um nutriente essencial. Hoje é algo obrigatório para a saúde publica, e tem sido apontada como uma forma segura e eficaz de melhorar a saúde bucal - mesmo que não haja evidências sólidas para sustentar essa afirmação.

Muito pelo contrário, o fluoreto adicionado à água potável é um subproduto tóxico da indústria de fertilizantes fosfatados. É um veneno para o seu corpo. Em 1943, até mesmo o Journal of American Medical Association afirmou que os fluoretos são venenos protoplásmicos gerais que alteram a permeabilidade da membrana celular por certas enzimas.

Na Europa ocidental, 97% da população tem água sem uma única gota de flúor adicionada. O argumento dos proponentes da fluoretação, dizem que isso ocorre porque a Europa adiciona flúor ao seu sal. Mas na verdade, apenas cinco nações da Europa ocidental, têm qualquer sal fluoretado. A grande maioria não tem.

O flúor, pode promover descoloração dentária e fluorose dentária, uma deficiência de minerais no esmalte dentário.

Mesmo assim a American Dental Association ainda diz às pessoas que o flúor ajuda a prevenir cáries em crianças e adultos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há diferença perceptível na cárie dentária entre os países desenvolvidos que fluoretam sua água e os que não o fazem.

O declínio na cárie dentária que tem ocorrido nas ultimas décadas, tem sido creditado à água fluoretada, também ocorreu em todos os países desenvolvidos (a maioria dos quais não fluoretam sua água).

As evidencias mostram que a exposição ao flúor apresenta riscos de saúde como:

- Disfunção tireoidiana

- Artrite, fratura óssea e câncer ósseo

- Danos cerebrais, demência e redução de QI em crianças.

- Problemas gastrointestinais

- Alterações da glicemia

- Compromete a síntese de colágeno

- Aumenta a infertilidade por comprometimento do esperma

- Redução da imunidade

- Aumenta a absorção de chumbo

Sem dúvida, essa é a razão pela qual o governo dos EUA reduziu sua dose recomendada de flúor pela primeira vez em 2012.

E mais, suplementos de flúor nunca foram aprovados pelo Food and Drug Administration (FDA), para aqueles que não estão bebendo água fluoretada e se indicaria para a prevenção da cárie dentária.

Apesar de todos nós estamos expostos ao flúor, fica aqui uma boa notícia pois ainda temos uma solução.

Antídoto natural eficaz: Iodo

A melhor maneira de livrar seu corpo de flúor perigoso, é ingerindo iodo. Mas ele também é altamente eficiente na eliminação de outras toxinas, como brometo, cloro, percloratos e metais pesados.

Nossos ancestrais tinham todo o iodo de que precisavam, pois a água e o solo eram ricos em minerais. As plantas absorveram o iodo, e como consequência, os animais comiam as plantas. Os humanos caçavam, pescavam e ingeriam a carne e as plantas.

Infelizmente, isso só no mundo ideal pois agora não é mais o caso.

Como repor o iodo

1. A maneira mais simples de obter o iodo em quantidade suficiente é temperar sua comida com sal marinho iodado.

Já o sal de mesa não é uma boa escolha, pois é um elemento que contém produtos químicos residuais do processamento, além de conter MSG, açúcar e alumínio.

2. Em vez disso, o melhor modo de absorver o iodo é através da sua alimentação, especialmente com: algas marinhas (wakame e nori), salmão, bacalhau, camarão, lagosta, atum (enlatado em óleo), vieiras, leite de vaca, iogurte, batatas assadas com casca, ovos cozidos, feijão branco cozido e peito de peru assado e cranberries.

3. Comprimidos de algas marinhas. Segundo os estudos o indicado é começar com uma dose baixa, e aumentar gradativamente para valores entre 3 mg a 6 mg por dia.

4. Suplementos de iodo. Procure consumir na forma de iodeto que é o que sua tireoide usa. Neste caso, é muito importante que você converse com os seus médicos, pois é uma estratégia que precisa ser bem monitorada.

A dosagem recomendada na maioria dos estudos é de 150 a 300 mcg de iodo diariamente para aumentar os níveis de energia e proteção ideal de flúor. Certifique-se de obter o suficiente do oligoelemento selênio. Seu corpo precisa para utilizar o iodo.

Tomar excesso de iodo sem selênio pode levar ao bócio e a outros problemas da tireoide.

E não se esqueça de incluir também estes dois nutrientes importantes:

- Selênio

Este oligoelemento suporta níveis normais de tiroxina.

A suplementação, de acordo com a literatura, é 200 mcg de selênio todos os dias. Uma boa fonte é castanha do Pará. Consumir duas castanhas do Pará por dia será suficiente para ter essa dosagem.

- Guggul (Commiphora mukul)

É um extrato natural da seiva da árvore de mirra indiana. Tem compostos poderosos chamados guggulsterones. Estudos mostram que esses compostos aumentam significativamente a quantidade de iodo que a tireóide absorve.

Guggul está disponível em comprimidos, cápsulas, pós e extratos líquidos. O ideal são os suplementos padronizados para pelo menos 6% de guggulsterones. Segundo os estudos a melhor dosagem é de 300 mg a 400 mg de guggul 2 a 3 vezes por dia.

Esses suplementos ainda não são reconhecidos no Brasil, portanto, sempre converse com seu médico antes de qualquer coisa. Ele saberá qual a melhor opção para o seu caso.

Referências bibliográficas:

- J Epidemial Community Health. 2014, 204971

- Environ Health Perspect. 2012 Oct;120(10):1362-8

- Cancer Causes Control. 2000;11(2):121-7.

- Endocr J. 2010;57(7):595-601

- LewRockwell.com, Donald W. Miller Jr., MD, Fluoride Follies, July 15, 2005

- Fluoride Action Network, Tooth Decay

- Fluoride Action Network, National Research Council Findings 2006

- Fluoride Action Network, Fluoride & the Brain

- For data on the number of countries in Europe that allow fluoridated salt, see: Gotzfried F. (2006). Schweiz Monatsschr Zahnmed. 116: 371–75.

www.fluoridealert.org/content/bfs-2012/

www.fluoridealert.org/content/water_europe/

www.drrondo.com/agua-fluoretada-ameaca-fatal-mamadeira/

www.drrondo.com/fluor-faz-mal-sim-e-sua-saude-pode-estar-em-risco/

www.drrondo.com/o-que-realmente-esta-na-sua-agua/