O OUTRO LADO DA MOEDA
Além das tarifas, a pirataria de Trump na Venezuela
Publicado em 22/07/2026 às 13:52
Alterado em 22/07/2026 às 13:52
Enquanto as tarifas gerais aplicadas em 2025 pelo governo Trump a uma centena de país caíram em fevereiro, por decisão da Suprema Corte, e o mundo atravessou o prazo de150 dias (que termina sexta-feira, 24 de julho) em relativa calmaria, com nível geral de 10% sobre as importações americanas, o presidente americano está se preparando esta semana para reformular a justificativa legal de seu regime tarifário e acelerar as negociações com parceiros comerciais norte-americanos.
Os primeiros atingidos foram o Brasil, cujas exportações para os Estados Unidos foram taxadas por tarifa de 25% desde a madrugada do dia 22, com uma lista de 3 mil exceções, e o vizinho Canadá, ameaçado por 50%.
Mas, já que Donald Trump, que não se submete às regras da Organização Mundial de Comércio (OMC) e prefere se apegar a decreto de 1974, para investigações pouco transparentes para justificar retaliações comerciais, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, aproveitou a presença de Trump e mais da presidente do México, Cláudia Sheibaum na cerimônia da final da Copa do Mundo da Fifa, em Nova Jersey, para acertar com o presidente americano a aceleração das negociações comerciais na tentativa de resolver atritos e evitar uma nova tarifa de 50% dos EUA sobre uma série de produtos.
Assim, como ocorreu com o Brasil, as exceções ditam as regras (livrando de pesadas taxas os importadores americanos de produtos essenciais à cadeia de produção ou de peso significativo no custo de vida. Pelo visto a Fifa tem mais influência sobre o governo Trump que a ONU e suas organizações correlatas, como OMC, OMS, OIT, Unicef, Unesco e FAO, por exemplo.
FT acusa EUA de sumir com US$ 13 bilhões da Venezuela
Manchete do respeitado jornal britânico “Financial Times”:
“Os Estados Unidos arrecadaram cerca de 13 bilhões de dólares do dinheiro do petróleo da Venezuela. Onde está esse dinheiro?”
O “FT” acrescenta que na hora da maior tragédia da Venezuela, os dois terremotos que devastaram Caracas e outras cidades do país, Washington, que ajudou os venezuelanos com menos de US$ 500 milhões, “apresentou versões divergentes sobre o destino dos fundos destinados ao país devastado pelo terremoto”.
Ou seja, Tio Sam, num ato de pirataria, alegando reparações por expropriações de campos de petróleo e instalações de petroleiras americanas que foram estatizadas pelo governo Hugo Chaves, na década passada, está com saldo de US$ 14,5 bilhões.