O Outro Lado da Moeda

Por Gilberto Menezes Côrtes

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O OUTRO LADO DA MOEDA

FMI e Bradesco reveem projeções com guerra

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Publicado em 14/04/2026 às 19:52

Alterado em 14/04/2026 às 19:53

Não foi só o Fundo Monetário Internacional (FMI) que reviu o crescimento da economia mundial devido à Guerra no Golfo Pérsico. O Bradesco também reviu para cima a previsão da inflação do IPCA, reajustada de 3,8% para 4,3% (ainda é das mais otimistas) e, com isso, elevou a previsão da Selic no fim de ano (hoje em 14,75%), de 12,00% para 12,50% ao ano. Para 2027, manteve em 9,50%. O Bradesco manteve a previsão do PIB 2m 1,5%, abaixo da do FMI.

O FMI espera uma queda de 0,2% da economia mundial (de 3,3% para 3,1%) frente às previsões de setembro. Os Estados Unidos devem ter redução de 0,1%, para 2,3%. A economia da Zona do Euro encolhe 0,2% para 1,1% (a Alemanha recua 0,3% para 0,8%). O Japão fica estável em 0,7%. Mas a China recuaria 0,1% para 4,4%, ao contrário da Índia, que lidera o crescimento com 6,5%, avanço de 0,1%.

O Brasil sai ganhando

Embora sofra pressões inflacionárias, o Brasil, por ser exportador líquido de petróleo e alimentos, sai ganhando em impulso no PIB e na melhoria das contas externas e fiscais. O FMI reviu de 1,6% para 1,9% a previsão do crescimento (+0,3%). Isso explica a valorização do dólar nesta semana. Na comparação com o México, também exportador de petróleo, (1,6%, com avanço de 0,1%) o Brasil cresce 0,3%.

Já a Rússia e a Arábia Saudita, os dois maiores exportadores mundiais de petróleo, sofrem impactos. O PIB da Rússia deve crescer +0,3% para 1,1%, com as facilidades concedidas pelos Estados Unidos. Mas com parte das instalações do oleoduto Leste-Oeste atingidas, o FMI prevê queda de 1,4% no PIB da Arábia Saudita, cujo crescimento ficaria limitado a 3,1%

 


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