Jornal do Brasil

Marketing, Propaganda, etc.

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Renata Granchi

Como fazer um bom site

Jornal do Brasil

Tendência nos últimos anos, os aplicativos "faça você mesmo" são cada vez mais utilizados. Criação de post para redes sociais, ferramenta com efeitos para edição de vídeo e, especialmente, templates para customizar sites são facilmente encontrados na internet a custo zero. Bruno Chamma, professor da Miami ad School e Diretor Geral da agência Kindle, é uma referência no mercado para assuntos digitais, especialmente no desenvolvimento de sites utilizando marketing orientado por dados, ou Data Driven Marketing. Nessa entrevista, ele explica quais são as características de um bom site e qual sua aposta para 2019.

Macaque in the trees
Bruno Chamma (Foto: reprodução redes sociais)

Cada vez mais é oferecido serviços com templates prontas para o usuário fazer o próprio site. Como dono de agência, qual sua opinião sobre isso?

Existem duas vantagens básicas em sites baseados em templates. Custo e tempo. Para uma empresa que busca ter apenas uma presença digital sem uma grande expectativa de retorno, o uso de template, pode até ser uma opção interessante. Agora para empresas que esperam que o seu site faça realmente parte de sua estratégia de vendas, focado em conversão, com pontos de captura de leads, seguindo fielmente sua identidade visual, com estudo de usabilidade e com a tecnologia mais adequada a suas necessidades, o melhor caminho é desenvolver o site de forma completa. A Kindle acredita e atua apenas neste segmento.

Quais são as características de um bom site?

Além dos pontos mais tradicionais que envolvem uma usabilidade bem pensada, design e tecnologia, um bom site precisa ser pensado para funcionar bem no ambiente mobile, ter uma boa otimização para o Google (SEO) para conseguir um bom volume de acesso via busca orgânica, precisa estar bem estruturado para geração de leads e sua consequentemente automação de marketing e por fim o site precisa estar bem tagueado, para que tenhamos a melhor disponibilização de dados analíticos possível.

Por custo, ou por conceito, algumas empresas estão preferindo usar o Facebook como ponto de partida do que criar e manter um site. Quando essa opção é válida e quando é um erro?

A vantagem de ter uma estratégia de presença digital, baseada no Facebook, é que eventualmente você pode impactar um usuário que não estava planejando interagir com a sua empresa, mas como o alcance orgânico do Facebook é muito baixo esse benefício se torna pouco significativo de forma geral. For a isso não vejo outros benefícios, pois a usabilidade, funções e design obedecem as restrições do Facebook.

Qual o movimento que você enxerga no mercado da comunicação?

Nosso mercado passa por uma transformação intensa, onde as verbas publicitárias vem diminuindo constantemente, originando uma migração de investimento do offline para o online, gerando uma expectativa de uma alta assertividade de segmentação e inteligência, buscando sempre resultados mensuráveis. Diante deste cenário o modelo de negócios vem mudando também. A remuneração das agências pautada tradicionalmente em percentual de investimento em mídia vem dando espaço para remunerações baseadas em performance ou também por fee mensal.

E como a Kindle se posiciona dentro deste cenário?

Por ter um DNA digital, mesmo sendo uma agência fullservice, nós tivemos facilidade em nos inserirmos dentro deste novo contexto. Além de ter uma área criativa nativa no digital, nós estruturamos 3 áreas distintas, mas que estão intimamente ligadas, que são Performance, Business Intelligence e Inbound Marketing, que nos permitem hoje atender clientes que esperam não só criatividade, mas também planejamento e inteligência de dados.

Quais as tendências que vocês apostam para 2019?

Nossa maior aposta é no uso de inteligência artificial para criação de produtos e também, em atendimento e geração de leads. Acreditamos que o Whatsapp Business vai crescer ganhando novas funcionalidades e melhorando também sua parte de métricas. O Inbound Marketing deve amadurecer se tornando uma ferramenta com mais potencial de conversão. E nas mídias sociais, a comunicação em vídeo cresce ainda mais ampliando seu alcance orgânico, trazendo junto a disseminação das lives e das plataformas de vídeo mobile first como IGTV.

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Limpa na TV Escola

Há pouco mais de um mês no cargo, o atual presidente da TV Escola, o jornalista Francisco Câmpera, tem realizado uma limpa na emissora. Abriu sindicância e demitiu quase todas as pessoas que foram trazidas pelo gestor anterior, Fernando Veloso, marketeiro político do então ministro da Educação, Mendonça Filho. Segundo pessoas ouvidas por esta coluna e que não quiserem se identificar, mais demissões estão por vir. A emissora, que tem o MEC como patrocinador, costuma trocar de presidente de dois em dois anos.

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Miami AdSchool Rio

JCDecaux, uma das maiores empresas de OOH do mundo, ministra curso gratuito até o dia 06 de abril na Miami AdSchool Rio sobre o mundo criativo, programático e tecnológico do out of home. Mais informações: relacionamento@miamiadschool.com

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Aniversário

A Fino Trato Eventos faz hoje 9 anos no mercado do Rio. A agência, conhecida por atender grandes empresas em eventos e ações de Live Marketing pelo Brasil, foi a responsável pela ativação da Shell no RioOpen, realizado em fevereiro. As sócias, Tamara Ferreira e Débora Tenca, estão de parabéns!

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Perfil no Spotify

O Grupo Perinatal criou um perfil público na Spotify, oferecendo uma seleção de músicas para os mais diversos momentos da maternidade. O perfil conta com 10 playlist’s e cerca de 200 músicas. Entre as seleções, os ouvintes podem encontrar músicas sugeridas para gestação, parto, bebês e crianças. A ação foi toda criada pelo departamento de marketig do Grupo.

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Livro sobre varejo

No próximo dia 3 de abril, a ESPM Rio, escola com foco em economia criativa, e referência nas áreas de Marketing, Comunicação, Criatividade e Inovação, lança no Brasil o livro Gestão Contemporânea do Varejo: Uma Introdução à Teoria do Comércio. A obra, de autoria de Thomas Rudolph e Daniel Kamlot, destrincha as principais tendências e desafios do setor varejista, que vem sendo rapidamente transformado pela digitalização do consumo e pelo surgimento de fenômenos como a Amazon.com e o Alibaba. Traz diversos estudos de casos e análises comparativas sobre o desempenho de empresas do setor.



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