IESA RODRIGUES
Destaques dos lançamentos dos três faróis da moda
Publicado em 11/10/2026 às 21:25
Alterado em 11/10/2026 às 21:43
Anna Chiuri fez o look para a Fendi, e a novata Julie Kegels também exibiu sutiã Fotos: divulgação
Ainda deve rolar muita coleção pelo mundo, lá pelos lados do Oriente, de Miami, de Los Angeles. Mas os três grandes pólos, verdadeiros faróis da moda - Nova York, Milão e Paris - encerraram suas agendas, prevendo as modas do verão 2027 no hemisfério norte. Nem sempre são o que se espera de roupas para o calor, porque o mercado global tem estações invertidas - daí, que há sugestões de casacos e capas em meio a fendas e vestidinhos leves. Aliás, nota-se uma volta aos vestidos, talvez pela nostalgia da volta ao mid-century (meio do século 20, lá pelos anos 1950/-60). Ou há a influência dos anos 1990, com a volta do cós baixo, exibindo umbigos. Um dos poucos que subiu o cós foi a espanhola Loewe, assinada por Lazaro Hernandez e Jack McCollough, ex-designers da marca americana Proenza Schouler.
Já que falamos de pessoas, dois nomes se destacaram durante a semana de Paris: Rihanna, que atrasava o início de alguns desfiles - será que estava decidindo o destino de sua marca de make-up Fenty, que foi desligada do grupo LVMH? E o mais importante e lastimável: a saída de Anthony Vaccarello da Saint Laurent, onde trabalhou como diretor de criação durante 10 anos. Era um boato que corria há mais de um mês, e acabou sendo verdade, depois de um belo desfile, todo dourado, com looks ícones do mestre Yves Saint Laurent.
O próximo boato é a saída de Nicolas Ghesquière da Louis Vuitton. Estas substituições têm motivos misteriosos para quem está só assistindo. Vaccarello aumentou as vendas da Saint Laurent e fez belas coleções ao longo de uma década. Ghesquière acaba de receber a Legião de Honra da França, das mãos do próprio presidente Macron. Vai entender...
Outro ponto importante: a volta da magreza nas modelos.
Seguem alguns destaques que podem ser referências para aderir:
A lingerie influencia muito. Camisas e blusas abertas exibem sutiãs rendados, bordados, de paetês
A cintura se desloca para baixo. É a volta do cós baixo, detalhe que nem sempre dá certo. Mas até Matthieu Blazy botou na Chanel

Dois grandes nomes baixaram a cintura: Anthony Vaccarello para YSL e Matthieu Blazy para Chanel Foto: divulgação
Golas e lapelas sobrem pescoço acima. Tanto na alfaiataria como nos vestidos longos e fluidos

Os longos têm golas ou lapelas altas, como em Rick Owens Foto: divulgação
Saias e vestidos têm barras trabalhadas em ondas, babados, enviesados. Bonito, na Dior do Jonathan Anderson

Muito boa a série de saias e vestidos da Dior, no Jardin des Tuileries Foto: divulgação
Outro lance perigoso, que deve ter seus limites: as fendas

Dois exemplos de fendas: mais discreta, assimétrica como o decote, por Michael Kors e ousada, em Balenciaga, por Pierpaolo Piccioli Foto: divulgação
A maioria sugere cores neutras, muito preto e bastante branco. Mas eventualmente há vermelhos. O mais estranho: nenhum na coleção que o Alessandro Michele assinou para a Valentino, onde o vermelho sempre foi obrigatório. Em compensação, foi o local mais incrível, a Biblioteca Sainte Geneviève.

A coleção Celine foi fraca, mas mostrou alguns exemplos de vermelhos Foto: divulgação
Por fim, o trench coat. A tradicional capa de chuva de origem britânica ganhou várias versões masculinas e femininas. Quem sabe, seja um verão chuvoso?

Trench coat longo e masculino, em Jean-Paul Gaultier, por Duran Lantik Foto: divulgação

Trench coat estilizado, em Dries van Noten, por Julian Klausner Foto: divulgação