TODO PODER ÀS MULHERES

Pelo mundo todo, foram elas que tomaram as ruas neste oito de maio, Dia Internacional da Mulher. Por aqui, no nosso Rio de Janeiro, milhares de pessoas marcharam a partir da Candelária até a Cinelândia, pedindo por mais igualdade e respeito para as mulheres, e principalmente menos feminicídio. Nesse infeliz quesito, inclusive, somos o 5º país no mundo em morte violentas. Algo, além do debate, precisa ser feito. E que não se culpe a classe artística, porque essa, sem dúvida, tem feito a sua parte (a duras penas, é verdade) nos últimos anos, entre exposições, peças, mostras e debates. Ao longo da semana, foram justamente muitas artistas, como Letícia Sabatella, Bruna Linzmeyer, Carolina Ferraz, Nanda Costa, Cleo Pires e Dira Paes, que convocaram a população para o grande ato. O povo compareceu, mandou o seu recado, fez uma linda festa, mas segue refém do machismo estrutural em nossa sociedade. A despeito da história que motivou a criação do Dia Internacional da Mulher, é importante que nos atentemos ao que de fato importa neste 8 de março. Em um ano em que a ONU quer debater a "construção das mudanças com inteligência e inovação", o Brasil precisa estar atento para não perder os ventos de transformação e progresso que sopram pelo mundo. Nas fotos da AFP, em destaque abaixo, apresentamos as manifestações que aconteceram em países como Austrália, Grécia, França, Espanha, Rússia e Itália. Segurança, Liberdade e Igualdade foram palavras de ordem pelo mundo. É de nosso desejo, portanto, que por aqui elas ecoem nos ouvidos daqueles que mais precisam de esclarecimento. Precisamos falar sobre as mulheres.

O Dia Internacional da Mulher ficou marcado como símbolo de lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho. A data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1977, e, desde 1996, recebe um tema específico a cada ano. Em 2019, o tema é "Pensemos em igualdade, construção das mudanças com inteligência e inovação".

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DIA DO FICO 

A Unidos do Viradouro, vice-campeã do Carnaval 2019, confirmou nesta sexta-feira a permanência do Mestre Ciça à frente de sua poderosa bateria para o desfile do ano que vem. Ciça é um eterno caso de amor da Viradouro. Ele retornou à Escola neste Carnaval após um afastamento de 10 anos. Neste período, que durou de 1999 até 2009, ele trabalhou ao lado de Paulo Barros em 2007 e 2008. A dupla, inclusive, estará à frente da Viradouro mais uma vez em 2020, já que Paulo Barros já havia confirmado sua permanência na escola niteroiense.

OPERAÇÃO VERÃO

O verão só termina no dia 20 de março. Mas, nem por isso o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro deixou de comemorar os resultados da "Operação Verão", que ajudou a reduzir em cerca de 80% o número de afogamentos na orla fluminense entre dezembro e março. Ao todo, mais de 3 mil banhistas foram salvos pelos guarda-vidas.

UMA COISA É UMA COISA...

Outra coisa é outra coisa, diria Tim Maia. Muitos usuário das redes sociais compartilharam nos últimos dias uma publicação em que a Unidos do Viradouro parabeniza a Mangueira pelo campeonato conquistado na quarta-feira de cinzas. A agremiação niteroiense, no entanto, esclarece que a publicação não foi feita por seu perfil oficial. Olho vivo nas fakes, gente!

HOMENAGEM DA NASA

A NASA, a agência espacial do governo norte-americano, decidiu neste oito de março prestar uma linda homenagem para a matemática Katherine Johnson, uma das primeiras cientistas afro-americanas a ocupar um cargo de destaque na agência. O órgão rebatizou o nome de uma de suas principais unidades, que passou a se chamar "Katherine Johnson Independent Verification and Validation Facility". Para o caso dos curiosos que queiram saber mais da história desta poderosa mulher, basta assistir ao filme "Estrelas Além do Tempo".

PARADA CULTURAL

Os almoços no restaurante Fazenda Culinária, no Museu do Amanhã, estão cada vez mais culturais. Desde a última quinta-feira, o local recebe a exposição "Almas Coletivas", com objetos que traduzem a riqueza dos povos originários do Brasil e das Américas. A mostra é um trabalho da C.A.N.O.A., o Centro de Artes Nativas Originários das Américas, que funciona em Paraty. Na escolha das peças em exposição, trabalho da curadora Nina Taterka, foram eleitas algumas etnias para mostrar a diversidade do povo brasileiro, cada qual com sua cultura, língua, estética e particularidades. Todos os objetos foram feitos à mão por artesãos indígenas. A saber, estão representados na mostra, os Guarani, do estado do Rio de Janeiro, os Kayapó do Pará, o povo Tikuna do Amazonas, os Mehinako do Xingu (Mato Grosso), os Assurini do Xingu (Pará), os Kanela do Maranhão, o povo Waiwai do Pará e os Yanomami de Roraima.

O AGITADO MÊS DE MARÇO

Mal terminou o Carnaval, e uma série de atividades em torno do dia 14 de março estão programadas para o Centro de Artes da Maré. A data celebra o nascimento de Carolina Maria de Jesus e de Abdias Nascimento, além de marcar o assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e seu motorista. Ao longo das solenidades, deputadas negras como Talíria Petrone, Renata Souza, Dani Monteiro e Mônica Francisco serão homenageadas. Além disso, serão promovidos saraus, exposições, debates, intervenções artísticas e muito mais.

OS DEBATES DE ANTÔNIA

Antônia Pellegrino está com um novo projeto, o "Blasfêmea Talk Show", uma versão ao vivo do seu programa no canal Hysteria. A ideia é que a escritora receba convidados e amigos para falar sem "papas na língua", no palco do Manouche, sobre política, Brasil, Bolsonaro, ativismo, feminismo, memes e hashtags. Na estreia do "conversas com Antônia", o convidado principal será o deputado federal Marcelo Freixo. O "Basfêmea" espera receber, nos próximos meses, os atores Gregório Duvivier e Maria Ribeiro.

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BORBULHANTES

QUANDO ENTRAMOS num quarto de hospital, somos orientados a desinfetar as mãos com álcool gel, assepsia para não contaminar os amb