Clássico equilibrado, resultado justo

O Vasco foi melhor no primeiro tempo e poderia até ter construído um placar confortável para a etapa final, se Maxi López não tivesse desperdiçado excelente oportunidade, quando o cruz-maltino já vencia por 1 a 0, gol de Pikachu. Depois do intervalo, o Botafogo se arrumou, foi superior e teve também chances de virar, com uma bola de Ferrareis na trave, pouco depois do empate, conseguido em cabeçada de Marcelo. Animador para as duas torcidas foi constatar a evolução das suas equipes, ambas muito bem armadas, conseguindo suprir a ausência de grandes estrelas com empenho e determinação tática. A grande decepção da noite foi mesmo o público. Pouco mais de dez mil presentes no Nilton Santos.

Meio-campo promissor

Foi discreta a estreia de Paulo Henrique Ganso, no Flu, mas a perspectiva de contar com ele, ao lado de Caio Henrique e Allan (que também estreou contra o Bangu), permite imaginar, em breve, um meio-campo tecnicamente bem superior ao que vinha jogando até então, com Airton, Bruno Silva e Daniel.

Na terça-feira, contra o Antofagasta, pela Sul-Americana, Ganso e Allan não poderão jogar (por não estarem inscritos na competição), mas será difícil para Fernando Diniz não escalar Caio Henrique como titular. Tenho a impressão de que, no Carioquinha, é mera questão de tempo que esse trio promissor acabe formando a meia cancha da equipe das Laranjeiras. Juntos, os três podem levar o ousado time de Diniz a um novo patamar.

Surge uma estrela

O canadense Felix Auger-Aliassime, que chegou ao Rio Open como 104º colocado da ATP (entrou na chave principal graças a um convite), sairá daqui como uma estrela em ascensão no circuito. Aliassime, de 18 anos e ainda sem títulos na ATP, fará hoje a sua primeira final, enfrentando o sérvio Laslo Djere, que ocupa melhor posição no ranking (é o 90º da lista), mas, pelo que ambos mostraram até agora no saibro do Jockey Club, pisará a quadra como azarão.

Até que enfim!

O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, finalmente, dará uma entrevista hoje, ao meio-dia, na Gávea. Como dizem os mais jovens, "demorou". Seu sumiço incompreensível e seu silêncio constrangedor provocaram um desgaste gigantesco e desnecessário à imagem do clube, no momento mais dramático de sua história.

Momento no qual o esperado era que o seu principal dirigente se mostrasse à altura da grandeza do rubro-negro, colocando-se à frente de tudo, com esclarecimentos permanentes sobre as investigações das causas do acidente, as providências que estão sendo tomadas e, principalmente, as negociações com as famílias dos jovens mortos na tragédia no Ninho.

Que a coletiva de logo mais seja o pontapé de saída para uma mudança de postura da recém-empossada nova diretoria. Até agora, é um desastre.