Briga com bêbados para o Fla?

Fim de férias, início dos Campeonatos Estaduais. Por aqui, o nosso popular “Me Engana que Eu Gosto” abriu os trabalhos mostrando a cara feia de sempre: o gramado do estádio de Conselheiro Galvão, onde o Vasco estreou, ganhando do Madureira por 1 a 0, é uma vergonha. Autêntico campo de várzea, com mais terra que grama. Um lixo.

Cada vez menos importantes, os estaduais se tornaram pré-temporadas para os grandes. Mas ainda assim podem causar estragos, provocando demissões de técnicos, como aconteceu com o Flamengo, no ano passado, onde Paulo César Carpegiani, que tinha sido originalmente contratado como diretor técnico, acabou posto no olho da rua por perder a semifinal do torneio para o Botafogo – que acabaria campeão.

Este ano, não creio que Abel corra riscos, mas, paradoxalmente, a pressão sobre ele será bem maior. Mais que nunca há um abismo colossal entre o orçamento do rubro-negro e os de seus três coirmãos: Fluminense, Vasco e Botafogo. Diante disso, ganhar o carioquinha se tornou quase uma obrigação para o rubro-negro. Algo como uma perigosa briga com bêbado: se bater é covardia, se perder é um vexame.

Até os tijolinhos do Ninho do Urubu sabem que a prioridade de Abel e do Flamengo é a Libertadores. Para conquistá-la nunca se gastou tanto na Gávea. Apenas com Rodrigo Caio, Gabigol, Arrascaeta e Bruno Henrique foram investidos cerca de R$ 100 milhões. E ainda deverão vir laterais e um zagueiro de área. O “Me Engana que Eu Gosto”, portanto, não tem importância alguma – na falta da Libertadores, o mínimo exigido será um campeonato nacional: Copa do Brasil ou Libertadores.

Mas, pelo sim, pelo não, acho de bom alvitre não perder o ridículo carioquinha do Rubinho...

Sonhos modestos

Sem dinheiro para contratar estrelas e até para manter seus principais jogadores, Vasco, Fluminense e Botafogo apostam em time bem armados e extremamente disciplinados taticamente. É esse o grande desafio de Alberto Valentim, Zé Ricardo e Fernando Diniz.

Os três sabem que será dificílimo lutar por títulos com os elencos limitados e os parcos recursos financeiros que dispõem – nas Laranjeiras, em São Januário e em General Severiano, salários atrasados se tornaram uma constante. Com (muita) sorte, quem sabe, talvez possam sonhar com uma Sul-Americana. O mais importante, porém, é fazer um Brasileiro digno, longe da zona do rebaixamento, que tanto assombrou o trio em 2018.

Um quadro indigno da história gloriosa dos três, é verdade, mas absolutamente realista, diante da triste situação atual.

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