O fantasma à solta

Botafogo e Vasco, que ainda são assombrados pelo fantasma do rebaixamento, jogam hoje e têm a obrigação de vencer para continuar longe do Z-4. O Glorioso está, no momento, a quatro pontos da linha da degola. Já o Gigante da Colina, a apenas três. Faltando nove rodadas para o final do campeonato, é fundamental aumentar essas diferenças, caso contrário os últimos jogos serão autênticos filmes de terror.

Para enfrentar o Bahia, no Nilton Santos, o técnico Zé Ricardo faz mistério na escalação e não revela quem serão os substitutos de Carli e Matheus Fernandes, ambos suspensos. Sinceramente, não vejo no que isso possa ajudar, mas é compreensível que o clima esteja tenso, pois foram os baianos que eliminaram o Botafogo, recentemente, na Sul-Americana. Analisando o adversário, Zé não economiza elogios:

- É uma decisão, um confronto direto (a diferença é de apenas um ponto na tabela). Uma equipe forte, na Sul-Americana já havíamos comentado que a pontuação no Brasileiro não refletia o rendimento deles. Jogo difícil, o Enderson é um treinador que admiro muito, tem uma equipe organizada, jogadores com alto poder de decisão – disse ele, exagerando um pouco, a meu ver.

O maior problema do Botafogo é o próprio Botafogo, que tem um elenco limitado tecnicamente e precisa de altíssima dose de entrega e aplicação tática para vencer. Sua campanha diz tudo: são apenas oito vitórias, onze empates e dez derrotas. Nos três últimos jogos, empatou. E, hoje, precisa vencer ou pode se complicar um bocado daqui pra frente.

Sufoco na Ilha

O Sport vem aos trancos e barrancos, na penúltima posição da tabela, mas ainda assim é bom o Vasco colocar as barbas de molho pois a última vitória de seu adversário foi na Ilha do Retiro, onde será o jogo de hoje, contra o Internacional, vice-líder do campeonato. Time por time, o cruz-maltino é um pouquinho melhor, mas nada que chegue a empolgar.

A volta de Desábato é a boa notícia no meio-campo. Curiosamente, o técnico Alberto Valentim nem quis levar o goleiro Martín Silva na delegação, alegando que ele ficou vários dias sem jogar, pois foi reserva, no amistoso do Uruguai, derrotado pelo Japão por 4 a 3. Não custa lembrar que Arrascaeta estava nesse time, voltou no dia seguinte, jogou a final do Copa do Brasil, contra o Corinthians, e fez o gol da vitória. Enfim, cada cabeça, uma sentença. Se Fernando Miguel, substituto de Martín, falhar hoje, a de Alberto Valentim pode ficar a prêmio...

Mistério

Está virando moda. Assim como o Flamengo não quer confirmar os números da absurda venda de Lucas Paquetá para o Milan, o Fluminense se recusa a anunciar o valor da transferência de sua joia das divisões de base para o Watford. O jovem atacante João Pedro, artilheiro em todas as categorias pelas quais passou, só irá para a Inglaterra em 2020, quando chegar à maioridade.

Não tenho a menor dúvida de que o tricolor viu no negócio a salvação, ainda que momentânea, de suas combalidas finanças. Tenho sérias dúvidas, porém, se a transferência para um clube pequeno do futebol inglês será o ideal para o garoto que tem talento de sobra para, no futuro, brilhar num time mais forte. A ganância dos cartolas e dos empresários, como sempre, falou mais alto.

O jogo de amanhã, contra o Atlético Mineiro, no Nílton Santos, é a última oportunidade para o Fluminense tentar se aproximar dos primeiros e continuar sonhando com uma vaga na Libertadores, pelo Brasileiro. Se não vencer, só restará o caminho pela Sul-Americana. Ambos são complicados...

Chacoalhada

Na coluna passada, relembrei o péssimo retrospecto do Flamengo quando joga em Curitiba, mas o amigo Paulo Bauzer me corrige, com razão:

- Fiz um levantamento do desempenho do Mengão no Durival Britto, local do jogo de domingo (amanhã). Flamengo jogou 14 vezes lá, ganhou 7, empatou 6 e perdeu apenas 1 (amistoso em 1963, 3 x 2 para o Atlético-PR). Contra o Paraná jogamos 5 vezes lá, ganhamos 4 e empatamos 1. Pelo Brasileiro, foram 3 jogos, 3 vitórias do Fla, a outra foi pela Libertadores 2007. Nosso problema é a Arena da Baixada, contra o Atlético Paranaense.

Estatísticas à parte, o rubro-negro não pode nem pensar em outro resultado que não seja a vitória, diante do lanterna do campeonato. Apesar do mistério em torno da volta de Diego, aposto que Dorival Junior repetirá a formação que venceu o Corinthians e o Fluminense, ambos por 3 a 0.

É fundamental para o Fla chegar ao duelo contra o líder Palmeiras, daqui a uma rodada, a no mínimo quatro pontos. E aí será preciso vencer de novo. Resta saber se a “chacoalhada” que o novo técnico deu no elenco (como revelou ontem o lateral Pará, em entrevista) surtirá efeito até o final do campeonato.

Duas estrelas nascem

Sérvia e Itália decidem o Mundial de vôlei feminino, hoje pela manhã, bem cedinho, capitaneadas por duas jovens jogadoras excepcionais. A italiana Paola Egonu, de 19 anos, e a sérvia Tijana Boskovic, de 21, ambas opostas. A diferença delas para a nossa Tandara, de 30 anos e peso costumeiramente acima do ideal, é uma das explicações para a campanha tão decepcionante do Brasil, acabando fora da fase final, em sétimo lugar.

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