CULT, POP & ROCK
Interminável. Inesgotável. Imprescindível.
Publicado em 20/08/2026 às 08:09
Alterado em 20/08/2026 às 12:19
Roger Glover, Don Airey, Ian Paice, Ian Gillan e Simon McBride. Novo álbum e Turnê mundial Foto: divulgação
Desde o final do ano passado, com o comunicado do vocalista David Coverdale de que estaria se aposentando, uma sequência de notícias sobre o Deep Purple, clássica e essencial banda de hard rock, foi surgindo na mídia.
Primeiro, no início de agosto, Glenn Hughes também afirmou, em um comunicado oficial, que não iria mais fazer shows ao vivo por problemas de saúde. O vocalista e baixista, de 74 anos, que foi extremamente importante para a banda, gravando 3 ótimos álbuns, vai precisar passar por uma cirurgia no coração. Glenn, no entanto, não informou se também não mais gravará novos álbuns.
Dias antes, o Deep Purple lançava o seu novo trabalho: Splat!, ao mesmo tempo que o vocalista Ian Gillan, nas entrevistas de divulgação do disco e da turnê mundial que já começou, voltou a citar os seus graves problemas de visão que vem enfrentando. E, em um dos primeiros shows do lançamento de Splat!, nos EUA, o guitarrista Richie Blackmore, depois de 3 décadas afastado da banda, esqueceu os longos, vários e sérios atritos com os membros do Purple, subiu ao palco ao lado deles para tocar um dos clássicos do Rock: Smoke on the Water.
Aproveito então este noticiário colorido com pinceladas de roxo profundo para deixar algumas dicas e comentários sobre álbuns, documentário e livro de uma das minhas bandas preferidas do Rock: o interminável, inesgotável e imprescindível Deep Purple.
Álbum: Burn - 1974
O meu disco preferido do Deep Purple talvez seja pela força dos vocais imposta pelos estreantes David Coverdale e Glenn Hughes (também baixista) em dueto em quase todas as faixas.
David e Glenn, que substituíram Ian Gillan e Roger Glover, deram ao Purple mais vigor por causa dos seus timbres mais pertos do gênero R&B (Rhythm and Blues), diferenciando os trabalhos anteriores da banda inglesa com o antigo e incrível Gillan.
As minhas preferidas deste clássico imprescindível do Rock são a faixa título, Burn; You Fool No One, What 's Goin' on Here e Mistreated.

Burn, lançado em 1974, continua sendo um dos álbuns mais cultuados do Rock Foto: reprodução
Álbum: Splat! - 2026
Após alguns álbuns insossos, desde a saída do incrível guitarrista canadense Steve Morse, em 2022, que esteve na banda por longos 28 anos, substituindo Ritchie Blackmore, o Deep Purple lançou em julho, finalmente, um trabalho que representa de verdade a marca da banda e aquece o coração e os ouvidos dos fãs.
Splat!, o título que soa como uma onomatopeia, é excelente. Ian Gillan está cantando como nunca e como sempre. Os arranjos, acordes e solos de teclado de Don Airey nos remetem instantaneamente aos do imenso Jon Lord; um dos fundadores e tecladista original da banda, falecido em 2012; Ian Paice, um dos meus bateristas favoritos do Rock, continua o mesmo gênio com a mesma força e técnica que apresentava desde o seu início no Purple na década de 1960; e o atual guitarrista, Simon McBride, que substituiu Morse em 2022 e que, no seu terceiro trabalho, finalmente acertou a mão e os dedos com riffs e solos impactantes.
Já devo ter ouvido este novo álbum uma dúzia de vezes, mas ainda não tenho as minhas preferidas para citar, mas adianto que todas são poderosas.

Box especial do Splat! Com os álbuns em vinil e cd e mais livro com detalhes cheio de fotos e arte caprichada. Preços variando em 100 dólares e 90 euros Foto: reprodução
Documentário: Classic Rock (Álbuns Clássicos), Machine Head - 2002 - DVD
São apenas por alguns centímetros que a minha preferência pelo álbum Burn supera o não menos espetacular Machine Head, lançado em 1972. E detalhes muito interessantes, não só para os fãs do Deep Purple, estão registrados nesse ótimo documentário lançado em DVD, e também disponível na programação de alguns canais de TV por assinatura e em plataformas de streaming de música.
Com depoimentos dos músicos da banda e do produtor Martin Birch que participaram de centenas de detalhes que envolveram composição, execução, produção, gravação, dificuldades, etc., os apaixonados, não só por Rock, mas por música em geral, de uma vez por todas terão a certeza do quanto, no passado, a construção de uma obra musical tão importante, como é Machine Head, passava por árduos processos que, certamente, hoje, com toda a facilidade e tecnologia, artistas e bandas dificilmente enfrentam.

Capa e contracapa do DVD do documentário Machine Head - Álbuns Clássicos, lançado em 2002 Foto: reprodução
Livro: Deep Purple: 1968-1976 - 304 páginas - Autor: Jerry Bloom - 2023
A minha edição, mais um grande presente do amigo Celso Jr., o "Pony Express", ainda não trouxe aqui na roça onde eu me escondo, mas sei que a obra foca no período clássico e áureo do Purple, cobrindo desde os primeiros ensaios até a formação histórica dividida em sete capítulos, incluindo discografia detalhada e entrevistas exclusivas com membros fundadores como Ritchie Blackmore, Jon Lord, Nick Simper, além de Roger Glover e Glenn Hughes.
Tenho certeza que é excelente e que, brevemente, irei consumir!

Escrito pelo jornalista Jerry Bloom, Deep Purple - 1968-1976, o livro apresenta muitos detalhes da banda neste período Foto: reprodução
Obs. Não utilizo IA - Inteligência Artificial para escrever os meus textos para a coluna.