Jornal do Brasil

Cidades Inteligentes

Cidades Inteligentes

Ricardo Salles

Principal diferença entre nossas cidades e as cidades inteligentes

Jornal do Brasil RICARDO SALLES, ricardosalles@asmprojetos.com.br

Indiscutivelmente a pandemia deixa um legado, a digitalização do mundo. Praticamente todas as áreas se adaptaram ou estão se adaptando à realidades digitais, como por exemplo, e-commerce e demais plataformas. Recentemente li um artigo onde um executivo de uma das maiores fabricantes mundiais de automóveis citou a empresa, como sendo uma empresa digital. Imaginei a realidade das empresas que ainda não são. Todos os setores precisam ser digitais no momento.

A digitalização tem auxiliado a economia, não somente a crescer, mas também a sobreviver na avalanche de transformações e informações que nos chegam constantemente, é o mundo VUCA (acrônimo usado para vulnerabilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade). Ela tem proporcionado ao Brasil avanços nos âmbitos da educação e saúde, áreas que sofrem com a desigualdade social e a falta de investimentos, através de cursos online e telemedicina.

Infelizmente atravessamos uma crise simultânea de oferta e demanda, que no caso do Brasil vem aliada à crise do meio ambiente, política e sanitária.

Muitos brasileiros se questionam se somos um país pobre, e a resposta é, não, nós não somos pobres, temos problemas de gestão. Somos o país que possui a maior reserva de água doce do mundo, aproximadamente 12% do total existente do planeta, ocupamos o quinto lugar no ranking mundial de extensão territorial, o segundo lugar em florestas, somos um dos maiores exportadores de alimentos do mundo em soja, carne, café e milho, temos riquezas minerais, entre outras.

O Estado nunca substituirá o mercado e nem vice-versa, ambos são complementares, mas sem dúvida nenhuma, o mercado é tem maior agilidade, e possui mais flexibilidade, e rapidez do que o Estado para se adaptar a novas realidades.

Cidades inteligentes são cidades onde as pessoas são mais saudáveis e têm mais acesso à educação. Todo avanço dos seres humanos, leva ao avanço das cidades.

O termo "cidade" é usado para designar uma dada entidade político-administrativa urbanizada. Em muitos casos, utilizamos a palavra "cidade" para descrever uma área de urbanização contígua. Estudos mais recentes procuraram abordar as cidades a partir de uma ideia mais complexa. Uma formação urbana para ser chamado de "cidade", tem que apresentar um certo conjunto de aspectos, dentre os quais, um qualitativo populacional estabelecido, sendo formado por indivíduos socialmente heterogêneos, atrelado a uma localização permanente, uma considerável extensão territorial, um padrão de espacialidade e de organização da propriedade, uma ocorrência no padrão de convivência, uma identificação do modo de vida, a presença de ocupações não agrícolas, a presença de um quantitativo populacional considerável, (esse limiar é redefinido a cada época da história), a ocorrência de uma considerável densidade populacional, uma abertura externa, uma localidade de mercado, entre outras características.

A grande questão é, como as cidades podem se tornar inteligentes? Eu acrescentaria a tudo isso a relevância do conhecimento e sabedoria de seus habitantes, direcionados para o bem comum, e a solidariedade. Cidades onde as forças que movem a economia, oferta e demanda, são pautadas em valores e princípios sólidos. Corro o risco de ser sonhador, mas persigo esse alvo.

Talvez lugares com essas características deixem de ser chamados de cidades ou pólis e passem a ser chamados de paraíso!

Gostou do assunto? Quer aprofundar mais? Mande e-mail ricardosalles@asmprojetos.com.br