Jornal do Brasil

Cidades Inteligentes

Cidades Inteligentes

Ricardo Salles

Interação com a sociedade

Jornal do Brasil RICARDO SALLES, ricardosalles@asmprojetos.com.br

Um bairro é considerado inteligente quando ouve e interage com os cidadãos, sejam eles moradores, trabalhadores ou até mesmo visitantes. Uma das prerrogativas na construção de uma cidade inteligente é a prestação de serviços mais adequada às suas necessidades, tais como: semáforos interligados e interconectados para proporcionar uma melhor adequação ao tráfego nos vários horários do dia e facilitar uma gestão de emergência; postes com intercomunicadores com bombeiros e polícias, gerando uma comunicação eficaz e viabilizando informações precisas e rápidas; gestão de parqueamento para proporcionar prioridade a partir de uma determinada hora aos moradores, entre outros.

A interação da iluminação pública com a população é uma vantagem tecnológica que já dominamos. Praças podem ter acopladas às luminárias sensores de presença avançados. Estes sensores comandam o fluxo de luz de um conjunto de luminárias. Quando tarde da noite, as áreas deixam de ser usadas pelo público, o fluxo de luz pode diminuir, mas assim que os sensores percebem um cidadão, o nível de iluminação aumenta para gerar segurança.

Diversas informações são igualmente necessárias em nosso dia a dia. O nível dos rios que cortam uma cidade, a programação das obras de manutenção, o nível de poluição, quantidade de acidentes, etc. Estas informações devem estar em placas, monitores LED e junto aos semáforos para que quando os sinais fecharem, as informações sejam visualizadas; e quando abrirem, estas placas assumam o papel de sinalização fixa de trânsito.

Tais informações podem mudar o comportamento dos cidadãos. Um exemplo disto é que quando somos informados do nível de poluição no entorno de nossas residências, somos motivados a utilizar o transporte público, a fim de contribuir com o meio ambiente e diminuir tal nível de poluição.

A prefeitura do Rio de Janeiro há algum tempo criou um serviço extraordinário, o 1746. Este serviço tinha o objetivo de aproximar o cidadão da gestão da cidade, viabilizando através dos smartphones informações com riqueza de detalhes, inclusive fotografias e posicionamento geográfico. Infelizmente, o serviço não está funcionando como deveria. Se estivesse, seria o exemplo perfeito de integração. Claro que estamos na era do imediatismo e esperamos respostas instantâneas e este é o desafio.

Na próxima semana vamos falar sobre inteligência no abastecimento de energia e as tecnologias disponíveis