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Ricardo Salles

Campeonato sul-americano de futebol

Jornal do Brasil RICARDO SALLES, ricardosalles@asmprojetos.com.br

Jogos de futebol são sempre um grande atrativo na América do Sul, haja visto o público tanto em junho na Copa América quanto do Jogo do Flamengo no Peru agora em novembro. Estes eventos criam uma exposição muito importante do país e seus times em todo mundo. São milhões de pessoas que acompanham, vibram, se emocionam e investem no seguimento. O turismo é o maior beneficiário disso tudo, mas também pode ter esta caixa de ressonância agindo contra.

Durante a Copa América, atuando na infraestrutura de elétrica e broadcast, percebemos o tamanho esforço para que o evento ocorresse dentro do mais elevado padrão, seja de facilidades ou de segurança. Atuamos nos seis estádios dia e noite. O sucesso foi obtido através da capacitação da equipe, aplicação de equipamentos de primeira linha e de um back office atento 24 horas às necessidades. Mas também, inovamos e usamos sistemas de monitoramento para acompanhar os equipamentos em operação. Em eventos, segundos são cruciais, e não pode haver erros.

Quando em um dos primeiros pronunciamentos o Governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel disse que “Agora, quem tem mandado de prisão aberto, se entrar no Maracanã, não sai”, não vi a proposta técnica para tal. Vamos pensar juntos, a simples instalação de câmeras no entorno do Estádio não tornará essa vontade uma realidade. A instalação destas câmeras nos acessos também não. Ora, então como fazer? Em primeiro lugar, não são as câmeras que fazem nada, elas são simplesmente as captadoras das imagens para que em um complexo sistema as informações sejam processadas e analisadas. A coisa parece simples, mas não é.

O Estado deveria promover uma ação objetiva com uma proposta tangível e clara. Os estádios, as casas de espetáculos, os shopping centers deveriam contar com a orientação de como implantar sistemas que possam ser integrados ao CICC- Centro Integrado de Comando e Controle do Rio de Janeiro. Nesta orientação, deveria constar como controlar quem acessa o estabelecimento, onde localizar (rastreamento) este indivíduo nas dependências do local. De nada adianta saber que um bandido acessou o shopping que tem mais de 100 mil m2 ou ao estádio com mais de 50.000 pessoas se você não consegue fazer este rastreamento, menos ainda se você não integra a sistemas como o do CICC, das Polícias e do Detran. O que será cruzado? Como serão comparadas as faces, com que banco de dados? É, precisamos discutir muito este tema!

Na semana que vem falaremos um pouco sobre a questão da segurança dos dados que serão capturados pelos sistemas, o que diz a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

Gosta do assunto e quer sugerir algum tema? Envie um e-mail para ricardosalles@asmprojetos.com.br