Imóveis funcionais pesam no bolso do cidadão

Imóveis funcionais pesam no bolso do cidadão

Os Três Poderes fazem da União uma das maiores imobiliárias de Brasília, cujos apartamentos e até mansões “funcionais”, situadas em áreas nobres da cidade, foram compradas e são mantidas pelo contribuinte para mordomia de auxiliares de primeiro a terceiro escalões, que não pagam para ocupá-los. A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) contabiliza milhares desses imóveis na capital.

Por nossa conta

Na Presidência da República, 77 aspones moram, de graça, por conta do contribuinte, em imóveis cujo metro quadrado vale até R$ 13 mil.

Fora da regra

O Itamaraty, que segue “regras diferenciadas”, administra 527 imóveis, incluindo a mansão do titular, na valorizada Península dos Ministros.

Assim é moleza

A Câmara dos Deputados dispõe de 432 apartamentos, e o Senado de 72, sem falar no “auxílio residência” de até R$ 4 mil e outros benefícios.

Fim da mordomia

O senador Álvaro Dias (PR), que não usa a regalia, quer discutir o fim de imóveis funcionais, criados há 50 anos para servidores transferidos.