2011, o ano da faxina internacional 

Essa foi para valer: a bruxa cega fez hora extra no expediente, varrendo do mapa cidades, celebridades, ditadores, terroristas, PIBs e PIBões. Derrubou ministros, adoeceu presidentes e só não destruiu a Grécia porque Eike Batista transferiu a Acrópole para a bacia de Campos, mais suja que a lata de lixo do Planalto, que Dilma esqueceu de limpar. Mas a coluna juntou o rescaldo para confeccionar os tradicionais troféus do final do ano. Quem recusar, manda para a China, que ela devolve baratinho.

Troféu Puxadinho

É do PSD de “Jilberto” Kassab, ou “JK”: pegou areia do caminhão do DEM e do PSDB, misturou com eleitores fantasmas e assinaturas fajutas e mistura a argamassa com o PT. A “obra” ficou feia pra chuchu.

Pizza de jiló

Ganha o “onorevole” Cesare Battisti, produto “importado” por Lula com o selo de autenticidade do Supremo. O prêmio é retribuição pelo gosto amargo que sua presença evoca no Brasil em brasileiros e italianos. 

Troféu Tiririca

O prêmio será entregue no circo onde Berlusconi se sentirá ofuscado por Orlando Tapioca Silva (“sou indestrutível”), Wagner Rocha (“estou firme como uma rocha”) e Carlos Lupi (“só saio a bala”). Ao final, o italiano e o oriundi dançarão juntinhos a célebre canzone “Dilma, eu te amo”.

Boca maldita

O prêmio é do ex-ministro Nelson Jobim, que escapou da degola ministerial pedindo para sair e profetizando que os “idiotas perderam a modéstia”. Se perdeu a dele, entregaremos o prêmio a Idelli Salvatti.

Prêmio Flanelinha

No Judiciário é do ministro Ayres Britto, tomando conta do cargo de Peluso. No Executivo, Dilma, cuidando do cargo de Lula; no Legislativo, Marta Suplicy, tomando conta da prometida embaixada em Paris. Hors-concours: o ministro Joaquim Barbosa, “flanelinha” do “mensalão”.

Troféu Chave de Cadeia

Vai para Marcos Valério, Delúbio Soares e seus bons companheiros. Talvez errem de porta e alguém resolva trancar pelo lado de fora.

Frango de Macumba

O bicho empalhado em Cuba é de Hugo Chávez, espírito de porco que  assombra a Venezuela com seu câncer “injetado” pelos EUA. Se o “encosto” não deixar o cargo em 2012, pode chutar o “despacho”.

Maria Mole

Nem adianta fazer doce: a guloseima será distribuída entre Aécio, Serra e Fernando Henrique, o mais recente amigo de Dilma, numa cerimônia em Harvard. Além de disputar o prêmio, também terão que engolir o ego.

Tranca rua

É o prêmio mais temido pelos babalôs do poder em Brasília. Não só é capaz de tirar a pessoa amada em três dias, como trancar caminhos, atrapalhar negócios e botar olho gordo. Vai para Lula, mizinfio.

Troféu Pé de cabra

Nem precisou arrombar o BNDES: as portas foram abertas a bilionários, construtoras amigas, ditadores africanos, donos de TV e bancos falidos.

Prêmio Jingle Bells

É de Cristina Kirchner, por descobrir novo uso do papel de impresa estatizado na Argentina. Se acabar não faz mal, limpa com jornal.

Chupeta de ouro

Os prejudicados pelo Enem se cotizaram para o prêmio ao novo bebê Lula’s: Fernando Haddad, que erra todas as questões sem levar nem um  tapinha do “pai”. É que lei da palmada também proíbe bater em postes.

Barracão de zinco

O troféu vai para a “comunidade” da discórdia instalada nos píncaros do Supremo, que promete tiroteio cerrado contra o Conselho Nacional de Justiça para “manter o território” livre de “puxadinhos” fora do padrão. Baú da Felicidade

O prêmio será entregue por Silvio Santos às dezenas de ONGs que arrumaram salário sem emprego no Ministério do Trabalho. Com direito a discurso de Luiz Pagot, aquele do DNIT que só recebeu. E ainda recebe.

Rolando Lero

O vencedor é Guido Mantega, pelo lero-lero do do PIBinho e do PIBão, a nova dupla sertaneja que está tirando o sono dos humilhados ingleses.

Prêmio Eike Batista

É da nova dupla de milionários Palocci e Fernando Pimentel, que mesmo sem peruca, pai rico e ex-mulher bonita, multiplicou o patrimônio em consultorias tão especializadas que o próprio Eike gostaria de contratar para ver se acha petróleo e minério de ferro no Sarneyquistão.

Troféu Smiles

Vai para o governador do Rio, Sérgio Cabral, pelas milhas acumuladas em viagens de jatinhos privados e sorrisos amarelos para explicar enchentes mortais e fugas de bandidos “pacificados”. De brinde, uma Vuitton made in China: quando novo bueiro explodir, voará com ela.

Bala perdida

A réplica do artefato favorito do Nem é dos burocratas do governo, tracejando por aí sem acertar o alvo da Copa de 2014 e das obras do PAC. A cerimônia poderá ser atrasada por tiroteio na Linha Amarela.

Mico de lata

É de Barbalho Jr., o menino que fechou o ano com uma careta em nome do pai. Entendemos o recado e prometemos troco, se o mundo não acabar em 2012. Feliz imposto novo, ops, Feliz Ano Novo!