Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro encontraram um paralelo sobre hormônio secretado pelos músculos durante atividade física e possível tratamento contra o Alzheimer. O estudo, feito em parceria com outras universidades e institutos, foi publicado nesta segunda (7) na revista "Nature Medicine".
Em camundongos que apresentam a doença, o hormônio irisina foi capaz de reverter perdas de demora, devida à doença degenerativa e, até agora, sem cura. O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa causada pela morte progressiva de células do cérebro, prejudicando funções como memória, atenção, orientação e linguagem.
Hoje, cerca de um milhão de pessoas no Brasil sofrem com a doença, segundo o Ministério da Saúde. No mundo, são 35 milhões afetadas.
Para os autores Mychael Lourenço e Fernanda De Felice, ambos da UFRJ, as descobertas reforçam a importância dos exercícios físicos no combate à doença. Além disso, lembram, o fato de a irisina ser produzida pelo próprio organismo diminui as chances de efeitos colaterais, o que dá esperança para novos tratamentos.
Ainda que promissores, os resultados ainda precisam de mais estudos antes de serem testados em humanos.