Dois terços das cidades africanas correm risco "extremo" por mudanças climáticas

Dois terços das cidades africanas correm risco "extremo" devido às mudanças climáticas, principalmente pelo aumento da população e pelas infraestruturas medíocres, aponta um relatório publicado nesta quarta-feira.

A ONU estima que 86 das 100 cidades com um maior crescimento demográfico no mundo se encontram na África.

O "índice de vulnerabilidade em mudança climática 2018" publicado nesta quarta-feira pelo escritórios de consultores Verisk Maplecroft determinou que a capital centro-africana Bangui, a capital da Libéria, Monrovia, e Mbuji-Mayi, na República Democrática do Congo, são as três cidades com maior risco.

O relatório avalia a capacidade de resistir aos choques climáticos e entre as dez primeiras cidades mais vulneráveis, oito são africanas, assim como Porto Príncipe, a capital do Haiti.

Algumas das cidades mais povoadas do planeta, como Nova Délhi, Bombaim, México e Carachi, correm um "risco elevado" de que a mudança climática afete negativamente suas economias e populações, segundo o relatório.

As cidades britânicas de Glasgow, Belfast e Edimburgo são as três com menor risco.

Entre as dez cidades melhores classificadas, aparecem Rennes e Rouen, na França, e Hanover, na Alemanha.

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