Jornal do Brasil

Ciência e Tecnologia

Há um buraco negro girando tão rápido que poderia fazer espaço girar

Jornal do Brasil

Cientistas acreditam que a medição da taxa de rotação deste buraco negro possa contribuir significativamente para o entendimento de como as galáxias são formadas no Universo.

Uma equipe internacional de astrônomos da Organização de Pesquisas Espaciais da Índia (ISRO) e do Observatório de raios-X Chandra da NASA confirmou a descoberta de um buraco negro que gira muito perto do limite estabelecido pela teoria da relatividade de Albert Einstein, o que significa que ele gira quase à velocidade da luz, de acordo com a revista Business Insider.

O buraco negro foi rastreado pela primeira vez no sistema estelar binário 4U 1630-47 em 2016 pelo satélite indiano AstroSat, em coordenação com o Chandra da NASA.

Hoje em dia, cientistas contam somente com duas maneiras de medir buracos negros: pela massa ou pela taxa de rotação. A taxa de rotação pode ser qualquer valor entre 0 e 1. O buraco negro encontrado está girando a 0,9.

 

Um dos autores principais da pesquisa, Rodrigo Nemmen, contou à revista Business Insider que a teoria da relatividade de Einstein "implica ainda que, se um buraco negro está girando tão rapidamente assim, ele é capaz de fazer o próprio espaço girar".

Já Mayukh Pahari, que também participou da descoberta, afirmou que a taxa de rotação é um tarefa complicada que "pode ser feita apenas por observações de raios-X de alta qualidade no estado correto do sistema binário estelar, no qual o buraco negro é uma matéria devoradora de sua estrela associada".

Os astrônomos disseram que a descoberta do buraco negro, que é apenas um dos cinco com alta taxa acurada de giro, pode contribuir consideravelmente para descobrir a verdade sobre a origem do Universo.

Vale destacar que este buraco negro é um dos cinco que tiveram suas taxas de rotação medidas.