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Como se alimentam buracos negros? Astrônomos podem ter resposta

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O Observatório Estratosférico para Astronomia Infravermelha (SOFIA, na sigla inglesa) observou que campos magnéticos "capturam" o pó acumulado no centro da galáxia ativa Cygnus A e o entregam ao buraco negro situado no centro, comunicou a revista The Astrophysical Journal Letters.

A descoberta derramou luz aos mecanismos que determinam a atividade de buracos negros e explica por que alguns deles são ativos e devoram tudo ao redor, enquanto outros parecem estar "dormindo" sem indícios de atividade.

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Buracos negros (Foto: Pixabay)

Se antes astrônomos não eram capazes de dar uma resposta quanto ao assunto ou esclarecer a formação e permanência de nuvens de pó que rodeiam núcleo de galáxias, os campos magnéticos poderiam ser resposta para mistério.

Os novos dados do SOFIA, publicados na revista The Astrophysical Journal Letters, indicam que os campos magnéticos possam ser responsáveis por manterem pó suficientemente perto para que o buraco negro possa "saciar a fome".

Daí a diferença entre galáxias ativas, como Cygnus A, e mais passivas, como a Via Láctea, poderia ser a presença ou ausência de um campo magnético poderoso ao redor do buraco negro.

O fenômeno foi examinado através da câmera de alta precisão HAWC+, que capturou comprimento de onda em infravermelho. Como campos magnéticos são difíceis de serem observados no espaço, astrônomos utilizam a luz polarizada para analisá-los.

O autor do estudo, Enrique Lopez-Rodriguez, comentou que os dados obtidos com ajuda da HAWC+ são únicos. "Nós mostramos como a polarização em infravermelho pode contribuir para os estudos das galáxias", NASA cita suas palavras.



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