Aperam apresenta propostas para reduzir desperdício de água

O desperdício gera perda superior a R$11 bilhões

Segundo dados do Instituto Trata Brasil, o equivalente a mais de sete mil piscinas olímpicas de água potável é desperdiçado diariamente pelas redes de distribuição no Brasil, o que representa 38,3%. Além do prejuízo ao meio ambiente e ao planeta, o custo dessa perda dói no bolso. Todo esse prejuízo também causa danos financeiros. Números mais recentes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), de 2017, o volume de perda é superior a R$11 bilhões.

Durante a 30ª Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente, que aconteceu nos dias 17 e 19 de setembro, em São Paulo, a Aperam South América apresentou soluções em aços inoxidáveis, como tubos corrugados, já utilizadas em outros países e que reduziram as perdas de água na destruição para níveis mínimos.

Os benefícios ao usar aço inoxidável são inegáveis, diz Cassio Zampol, da área de desenvolvimento de Negócios. “Devido à qualidade de acabamento superficial característica dos aços inoxidáveis, somado à elevada resistência à corrosão, a água distribuída pela empresa de saneamento chega ao consumidor com a mesma qualidade com que sai do processo de tratamento, ou seja, ao longo de anos (décadas) o uso do inox mantém a qualidade inalterada”. “Além disso, estatisticamente, mais de 70% das perdas acontecem nos ramais das linhas de distribuição e em suas conexões. Esse sistema propõe, então, o uso do aço inox corrugado que, além de aumentar a vida útil para mais de 100 anos, permite redução de perdas”, conta Zampol.

Iniciativas mostram a eficiência do inox nas tubulações hídricas

Cidades como Tóquio, Seul e Taipei conseguiram resolver o problema ao trocar sua tubulação de distribuição de água, passando a utilizar o aço inoxidável. A eficiência do aço inox foi comprovada, principalmente por conta dos tubos corrugados e elevada resistência à corrosão.

Em Tóquio, houve redução de perdas de 15,4% para 2,1%; em Seul a perda caiu de 27,3% para 2,5% e em Taipei o volume perdido saiu de 27% para 16,7% (com apenas 35% das tubulações trocadas).

No Brasil, já existe um projeto piloto em desenvolvimento, com objetivo de testar a aplicabilidade do aço inox em pontos mais críticos das redes de saneamento em uma região e validar sua viabilidade. É um cenário promissor, já que, segundo Instituto Trata Brasil, apenas 45% dos esgotos coletados são tratados.

Zampol descreve ainda o motivo do aço inox durar mais. “O inox é um material muito mais resistente do que os materiais usualmente utilizados, além de ter aspecto sanitário sendo o único material permitido em indústrias farmacêuticas e alimentícias, além do uso dos tubos corrugados, que garantem estabilidade do sistema mesmo com movimentações, vibrações e impactos.

Casos de sucesso da substituição da rede por aço inox já são percebidos em cidades ao redor do mundo. Outras cidades já estão trabalhando com projetos similares: Cape Town, Roma, Londres, Estocolmo, Beijing e mais cidades da China, Estados Unidos e Austrália.