Academia Nacional de Medicina lamenta crise na Uerj e no hospital universitário

A Academia Nacional de Medicina (ANM) divulgou nota sobre a crise instalada na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). A academia destaca o o prejuízo nas atividades do Hospital Universitário Pedro Ernesto e da Policlínica Piquet Carneiro. "A ANM teme que a persistência dessa situação resulte em prejuízo irreversível para todos nós."

Veja a nota:

A Academia Nacional de Medicina (ANM) vem a público manifestar sua profunda preocupação em face da difícil situação em que se encontra a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em decorrência do seu estrangulamento financeiro. Com isso, estão afetados os professores, alunos de graduação e pós-graduação e funcionários que não têm condições de exercer suas atividades. Destaque-se, também, o prejuízo nas atividades do Hospital Universitário Pedro Ernesto e da Policlínica Piquet Carneiro. A ANM teme que a persistência dessa situação resulte em prejuízo irreversível para todos nós.

Nota da redação:

O posicionamento patriótico e forte da Academia Nacional de Medicina, chamando a atenção das autoridade brasileiras, mostra que o desrespeito à educação, fundamentalmente no nível universitário, pode ser a verdadeira razão do excesso de cárceres com superlotação. 

Como dizia Darcy Ribeiro, em 1982: "Se os governadores não construírem escolas, em 20 anos faltará dinheiro para construir presídios."

Darcy falava em "construir". Não podia imaginar que um dia pudéssemos chegar a um momento não de "construir", mas sim de "destruir". Aí, com certeza, a interpretação seria outra: faltará dinheiro para construir sepulturas.

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