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Produtores têm até 7 de junho para comunicar vacinação do rebanho contra a febre aftosa

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Os produtores paulistas devem comunicar, até a próxima terça-feira, 7 de junho, a vacinação do seu rebanho contra a febre aftosa pelo Sistema Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave) ou nos Escritórios de Defesa Agropecuária (EDA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Realizada entre os dias 1º e 30 de maio pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), a primeira etapa da campanha contra a febre aftosa de 2016 prevê imunizar 4,5 milhões de bovídeos de até 24 meses de idade.

Dados apurados pela CDA até 1º de junho indicam que 88.645 propriedades, o equivalente a 77,2% do total, já registraram no sistema online a vacinação de 3.853.987 bovídeos, ou 84,8% dos bovídeos envolvidos na etapa.

Entre as declarações inseridas no sistema Gedave, 63,6% foram realizadas por usuários externos, ou seja, pelos produtores rurais ou seus representantes, e 36,4% foram declaradas por funcionários da CDA.

De acordo com o médico veterinário da CDA Hugo Leonardo Riani Costa, desde a implantação do Gedave, em 2012, houve um aumento no envio das declarações online pelos produtores. “Em 2013, cerca de 40% das comunicações de vacinação foram enviadas pelos produtores ao sistema online, e em 2015, este número chegou a 50% do total. Os técnicos da Defesa têm fornecido importantes orientações sobre o Gedave e os produtores podem se sentir mais confiantes para realizar o cadastro no sistema na próxima etapa da vacinação, em novembro”, comentou.

O coordenador da CDA, Fernando Buchala alerta que aqueles que não vacinaram os animais no prazo terão as propriedades interditadas, para efeito de movimentação de animais, entrega de leite, produtos e subprodutos, e deverão vacinar o rebanho de forma compulsória. “Além disso, receberão auto de infração no valor de 5 UFESP por animal não vacinado e 3 UFESP por animal não declarado”, explicou. O relatório oficial da etapa de vacinação deverá estar disponível a partir do dia 30.

“O Estado de São Paulo detém apenas 5% do rebanho nacional, mas recebe cerca de 24% do total de animais do País para terminação e abate. A campanha de vacinação contra a febre aftosa é importante para garantir a sanidade do rebanho paulista e a saudabilidade dos alimentos, uma das diretrizes do governador Geraldo Alckmin”, ressaltou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim.