Coneça os perigos da celulite facial

Cirurgião bucomaxilofacial  explica sobre infecção bacteriana que pode causar perda dentária

Você já ouviu falar em Celulite Facial? Bem diferente dos buraquinhos no bumbum, a celulite facial é uma infecção bacteriana que pode causar consequências graves caso não haja tratamento adequado. “Na verdade, é um acúmulo de pus que não é drenado pela pele ou pela boca, estendendo-se difusamente através dos planos faciais dos tecidos moles. Por fim, é uma infecção grave com bastante edema do processo inflamatório. Há diversos padrões para celulite facial, mas há duas formas bem perigosa: a angina de Ludwig e a Trombose do Seio Cavernoso. Quando a celulite atinge uma dessas formas, o paciente corre até risco de morte”, afirma o especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Dr. José Flávio Torezan.

Segundo o profissional, a celulite facial pode ser ocasionada por um dente infectado ou mesmo pela colocação errada de implantes dentários. “As infecções iniciam pequenas e podem ficar muito grandes. Ao invés dos furinhos indesejáveis, os sintomas são vermelhidão, inchaço, dor e aumento da temperatura no local atingido. Os casos mais graves podem apresentar bolhas e equimoses (pontos vermelhos)”, diz Torezan.

Qualquer pessoa pode desenvolver celulite facial a partir de um algum foco infeccioso na boca. Indivíduos ou pacientes diabéticos ou imunodeprimidos são mais susceptíveis a desenvolver essa disseminação por uma infecção bucal.

O tratamento indicado para quem apresenta o problema é com antibióticos – terapia ministrada de forma agressiva – associada à fisioterapia com calor (intra ou extra bucal), eliminação do foco infeccioso original, e incisões com drenagem intra, ou eventualmente, extra orais. “Quando corretamente tratada e curada, a celulite pode deixar uma cicatriz extra oral (originária da fístula) e também ocasionar a perda de elementos dentários”, alerta o Dr. José Flávio.

A melhor forma de evitar problemas bucais como este é remover ou tratar dentes cariados com infecção endodôntica e usar sempre antibioticoterapia profilática em pacientes imunodeprimidos ou diabéticos quando forem feitos procedimentos cirúrgicos bucais.

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