Dia mundial da lipodistrofia: campanha alerta para doença marcada por ausência de células de gordura

Mal que afeta um milhão de habitantes teve pesquisas pioneiras no país

A Associação Paulista dos Familiares e Amigos dos Portadores de Mucopolissacaridoses e Doenças raras (APMPS) realiza campanha em parceria com outras entidades de saúde para conscientizar sobre a importância do Dia Mundial de Lipodistrofia, 31 de março. 

As ações buscam informar o público leigo sobre essa doença rara que se estima atingir um em um milhão de pessoas no mundo, e destacar a importância do tratamento para melhora da qualidade de vida dos pacientes.

As primeiras pesquisas sobre a doença foram realizadas pelo médico brasileiro Waldemar Berardinelli, que descreveu a Síndrome de Berardinelli – também conhecida como Lipodistrofia Generalizada Congênita –, na década de 50, no Rio de Janeiro. Hoje, o Estado do Rio Grande do Norte é o que registra o maior número de pessoas portadoras desta doença no mundo, na região do Seridó, com 37 casos registrados.

A Lipodistrofia é a ausência total ou parcial de células de gordura no corpo. Essa deficiência pode ser provocada por uma herança genética, doenças autoimunes (neste caso, o corpo reconhece as células de gordura como inimigas e as destroem) ou até por uso de algumas medicações.

Como não tem célula para ficar armazenada, toda a gordura formada pelo excesso de alimentos ingeridos acaba se acumulando em órgãos internos como fígado e músculos podendo provocar problemas metabólicos como: diabetes, esteatose hepática, problemas cardíacos, etc. Pela falta de gordura corporal esses pacientes não possuem um hormônio que regula a saciedade, fazendo-os comer descontroladamente. Há ainda a lipodistrofia provocada pelo uso de coquetel antiHIV.

Pensando em conscientizar a população sobre a doença, a ONG APMPS quer mobilizar o maior número de pessoas. Por isso, no dia 31 de março, vai compartilhar em suas redes sociais e dos parceiros um selo que busca tornar a doença conhecida do grande público.