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Ciclo menstrual irregular pode comprometer a fertilidade

Ao detectar alterações, a mulher deve procurar um ginecologista que investigará  as causas

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Vinte e oito dias é a média de tempo que dura um ciclo menstrual. Algumas variações, no entanto, podem ocorrer, sendo que, são considerados normais ciclos com intervalos entre 21 a 35 dias, contando do primeiro dia de um ciclo ao primeiro dia do outro. 

Para que a mulher descubra como funciona o seu organismo ou, até mesmo, perceba qualquer alteração neste período, é essencial acompanhamento e, se possível, manter anotadas todas as datas dos seus ciclos. 

Afinal, qualquer mudança deve ser muito bem observada, a fim de serem evitados problemas que, futuramente, possam a vir causar infertilidade.Mas, como saber quando um ciclo é considerado irregular? Segundo o ginecologista especialista em Reprodução Humana da Criogênesis, Dr. Renato de Oliveira, o ciclo é avaliado como irregular quando não há um padrão. “Desde a primeira menstruação, a mulher deve criar o hábito de registrar a data que tem início as suas menstruações e quantos dias duram. 

Assim, é possível verificar se os seus ciclos mantém sempre um mesmo intervalo sendo, então, considerado regular. Se o intervalo dos ciclos varia muito, pode ser sinal de comprometimento da ovulação”, explica.Ao perceber qualquer anormalidade, a mulher deve procurar um especialista que, consequentemente, recomendará exames, a fim de se detectar as causas do problema. 

Dentre os mais comuns estão a síndrome dos ovários policísticos, doenças na glândula tireoide, miomas, obesidade, emagrecimento exagerado, dentre outros.Ainda segundo o médico, além de notar alterações na duração do intervalo entre os ciclos, a mulher também deve ficar atenta ao fluxo de sangue durante a menstruação. “Se o volume for muito grande pode causar anemia. Avaliar o volume da menstruação não é tarefa muito fácil, já que o que pode ser muito, para algumas mulheres, pode ser pouco para outras. 

Ficar atenta ao número de trocas de absorvente durante o dia pode nos dar uma ideia do volume do fluxo. O mais comum é trocar a cada período de quatro a seis horas, sem vazamentos, e usar cerca de seis protetores por dia. Se a mulher perceber que usa muito mais do que isso (absorventes “cheios”) e que não se passam nem duas horas para que precise trocá-lo, pode ser considerado um fluxo aumentado”, alerta.