Brasil e Holanda firmam parceria para desenvolvimento da astronomia

O Observatório Nacional assinará, no próximo dia 17, um convênio com o Netherlands Research School for Astronomy (NOVA), da Holanda. O convênio, que envolve também o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), tem como objetivo aprimorar as atividades científicas e educacionais entre os dois países, promover o intercâmbio e a mobilidade dos seus pesquisadores e intensificar a parceria entre os departamentos de astronomia na Holanda e no Brasil.

Através do convênio, o ON e o NOVA pretendem estimular a troca de conhecimentos, o desenvolvimento de recursos humanos através de um programa de intercâmbio de pessoal, de materiais e atividades, a realização de pesquisas conjuntas em teoria, observações, tecnologia, educação e história em áreas de interesse mútuo, a obtenção de financiamento para projetos comuns, além da realização de conferências, workshops e outros eventos científicos. Para fortalecer essa relação, serão assinados também acordos com outras instituições brasileiras, como UFRGS, USP e UFRJ.

A cerimônia contará com a presença do diretor do Observatório Nacional, João dos Anjos; do reitor e presidente da Universidade de Leiden, Carel Stolker; do pesquisador Koen Kuijken, do Observatório de Leiden; do cônsul geral da Holanda, Arjen Uijterlinde; da diretora do MAST, Heloisa Bertol;  e da professora Ana Chies Santos, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

"Este projeto se insere na política da atual diretoria do Observatório Nacional de internacionalizar a ciência feita na instituição, em consonância com a recomendação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação", destaca o diretor do ON, João dos Anjos.

A parceria entre os dois países na área de astronomia remonta ao século XVII, quando a Holanda instalou, em Recife, o primeiro observatório astronômico moderno da América Latina, construído em 1639. Brasil e Holanda estão também entre os primeiros países a aderir à União Astronômica Internacional, em 1922. Em 2010, o Brasil tornou-se o primeiro membro não europeu do Observatório Europeu do Sul, organização que desempenha um papel central na astronomia da Holanda e da Europa. A Holanda também tem sido uma grande parceira do programa Ciências sem Fronteiras, em todas as suas modalidades.

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