El País: Argentina investe em tecnologia para liderar agricultura mundial

Empresa  cria sementes resistentes à seca e à salinidade

O jornal El País, em matéria publicada no dia 12 de outubro, contou que a Argentina está investindo em tecnologia para liderar a agricultura mundialmente. Uma cerca de alguns metros separam a sede da empresa de biotecnologia Bioceres de uma favela ao sul de Rosario,  que proliferou na crise Argentina de 2001 e permanece lá. Bioceres é a primeira empresa deste segmento na América Latina. Responsável por criar sementes resistentes à seca e à salinidade, patenteou 50 unidades e faz parte da Argentina que investe 0,65% do PIB em investigação e desenvolvimento (I & D), um nível apenas superado pelo Brasil na América Latina. É claro, que mesmo a agricultura transgênica e mecanizada, multiplicou por 2,5 a produção agrícola da Argentina em 20 anos, e deve reduzir a população rural, com a consequente migração dos subúrbios pobres de cidades como Rosário.

Segundo a matéria de Alejandro Rebossio, a empresa de  biotecnologia Bioceres, mostra que o investimento compensa. Surgiu  na crise de 2001 e seu capital é dividido entre 260 acionistas, na sua maioria grandes produtores, como Gustavo Grobocopatel, chamado de "rei da soja" e um ex-presidente da subsidiária local da gigante norte-americano de produção de sementes geneticamente modificadas da Monsanto. "A Argentina foi um dos primeiros países a incorporar as sementes geneticamente modificadas (1995) e a tecnologia de plantio direto (plantio direto)", explica o diretor científico da Bioceres, Martin Vazquez, um dos poucos moradores que se mudou para Rosário, para integrar os 120 funcionários da empresa. 

O jornal de Madri contou que  ha quatro anos a empresa Bioceres investe em campos de teste piloto para estas sementes criadas geneticamente. Agora começa a buscar a aprovação de várias agências governamentais na Argentina e dos países que pretendiam exportar as sementes ou grãos que são produzidos. Planeja começar a vender em 2017 sua primeira semente, HB4 soja. Esta tecnologia também irá ser utilizado no trigo, milho e alfafa. "O HB4 rende até 15% mais do que terras secas normais", diz o diretor Vazquez. "E em áreas férteis, o  produto serve como um seguro anti-seca", o executivo da empresa na Argentina, o terceiro a ser listada na Nasdaq, após o livre mercado e-commerce e software de Globant.