Italiano com ebola recebe plasma da Espanha

O médico italiano contaminado pelo ebola e internado em Roma iniciou na tarde desta quarta-feira (26) o tratamento com plasma recebido de um paciente curado do vírus, na Espanha, de acordo com equipe do hospital Spallanzani. Nesta quinta-feira (27), o médico, que contraiu o vírus em Serra Leoa, recuperou-se após ter uma piora nas condições clínicas na noite de quarta. 

Segundo informações da equipe de tratamento, houve redução dos glóbulos brancos e de plaquetas, mas as funções hepáticas e renais continuaram normais. Durante a madrugada, porém, a febre regrediu e não há manifestações hemorrágicas.

Além do plasma, o paciente está recebendo medicamento experimental. Giuseppe Ippolito, diretor do Spallanzani, enalteceu o trabalho que aprovou a vinda dos medicamentos e plasma para o tratamento. "É um sucesso do modelo de organização do país e também uma grande colaboração internacional", disse o diretor.

Vacina italiana 

Foram considerados positivos os testes de segurança da vacina contra o ebola elaborada na Itália pela empresa Okairos. Segundo a publicação New England of Medicine, os testes mostraram que a vacina não causou efeitos colaterais e promoveu uma boa resposta imunológica.

"O resultado é encorajador", disse Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID). Segundo Fauci, " as doses mais altas da medicação geraram respostas imunológicas semelhantes aos resultados obtidos com primatas."

Os testes, divulgados nesta quinta-feira (27), foram feitos com 20 pessoas em boas condições de saúde. A vacina italiana foi cedida a GSK, multinacional farmacêutica. Ela é derivada do vírus de um macaco que é inócuo ao homem. Os testes de eficãcia começarão a ser realizados na África no início do ano que vem.