Importância do diagnóstico do câncer de mama

Neste mês de conscientização do câncer de mama, o chamado Outubro Rosa, as mulheres devem superar um primeiro obstáculo na luta contra a doença: o medo. Estudos científicos revelam que a maioria das mulheres teme uma sentença de morte ao realizar os exames, quando, na verdade, a mamografia auxilia o diagnóstico precoce, aumentando as chances de sucesso do tratamento em 95%. Para reforçar a importância de manter os exames em dia e evitar complicações, a Secretaria de Estado de Saúde vai promover ao longo de todo mês uma série de ações de conscientização; contando, para isso, com importantes parcerias com o Maracanã, o Flamengo Futebol Clube, o MetrôRio e a Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Nos últimos anos, o Governo do Estado ampliou a oferta de exames de mamografia e, hoje, existem nove mamógrafos à disposição das mulheres em unidades estaduais que realizaram, juntos, 58 mil exames. A partir de 2014, a carreta do Mamógrafo Móvel circula pelos 92 municípios para garantir que as pacientes tenham acesso ao exame perto de suas casas.

No ano passado, houve no Rio de Janeiro mais de 6 mil internações de pacientes vítimas do câncer de mama. São diagnosticados no Brasil 50 mil novos casos de câncer de mama por ano e 19 mil de colo de útero, sendo os tipos de câncer mais frequentes entre mulheres. 

Rio iluminado em rosa - Para lembrar da importância do combate à doença, os prédios do Rio Imagem, dos Hospitais Estaduais da Mulher (São João de Meriti), da Mãe (Mesquita) e dos Lagos (Saquarema) estarão iluminados de cor de rosa ao longo de todo o mês. Também durante todo o mês, a Ponte em Arco do MetrôRio ganhará iluminação rosa. Nos dias 04, 08 e 09 de outubro, será a vez do Maracanã se colorir pela campanha. Antes das partidas pelo Campeonato Brasileiro de Futebol, uma faixa no campo e os telões do estádio vão trazer mensagens chamando atenção para o tema. No dia 10, será a vez do Cristo Redentor receber a iluminação rosa, também como parte da celebração dos 79 anos da estátua-símbolo do Rio de Janeiro. 

Diagnóstico mais cedo - O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres, por conta da sua alta frequência e pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e da própria imagem pessoal. Este tipo de câncer é menos comum antes dos 35 anos, mas a incidência cresce progressivamente a partir dessa idade. O Ministério da Saúde recomenda como principal estratégia de rastreamento populacional a realização de exame de mamografia a cada dois anos para mulheres de 50 a 69 anos. Para detectar precocemente a doença, a Secretaria de Estado de Saúde ampliou a faixa etária recomendada para a realização de mamografias, incentivando o exame bienal entre 40 e 49 anos e anualmente depois dos 50 anos; 10 anos a menos da idade sugerida pelo Ministério da Saúde. Para mulheres com histórico familiar de câncer, a recomendação é que esse grupo receba acompanhamento médico e faça mamografia anualmente a partir dos 35 anos.

Fatores da doença - Além da faixa etária, outros fatores também estão relacionados ao surgimento do câncer de mama, como hereditariedade, alta densidade da mama e problemas associados ao ciclo reprodutivo da mulher. Primeira menstruação precoce, menopausa tardia (após os 50 anos), primeira gravidez após os 30 anos ou não ter filhos também são perfis que merecem atenção especial. Outros motivos ligados ao estilo de vida também podem levar ao câncer. Nesse caso, o alerta fica por conta de fatores como obesidade pós-menopausa, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e terapia de reposição hormonal e estresse.