Uma matéria da revista Science desta semana, relata que Ecologistas descobriram em uma caverna brasileira uma nova variedade de inseto com uma vida sexual incomum. As fêmeas do gênero recém-descoberto, chamado Neotrogla, de 3 mm de comprimento, possuem grandes estruturas chamadas gynosomes (inserção). Apesar de outros animais, como os cavalos-marinhos assumirem papéis de gênero invertido, uma espécies do novo gênero é a primeiro a ser encontrada com estruturas genitais trocados. Durante a cópula, que dura de 40 a 70 horas, a fêmea monta no homem por trás, empurrando a gynosome na abertura do macho.
Uma vez lá dentro, a fêmea usa espinhos na gynosome sobre a trava para o macho que pode relutar. É tão forte que, quando os pesquisadores tentaram separar um par fornicando, o abdômen do homem foi arrancado de seu corpo sem quebrar o vínculo genital. Durante a reprodução, o macho transfere uma grande quantidade de nutrientes através da ejaculação gynosome para a fêmea. A equipe sugere que no sistema de cavernas com escassez de recursos, este presente seminal nutritivo provoca as fêmeas para concorrer com a criação sustentada. Com o tempo, os cientistas acreditam que esta relação iniciada pelo feminino poderia ter levado os insetos a evoluir os genitais revertidos. Ainda não está claro é se as mulheres se preocupam com o tamanho do seu gynosome.