ASSINE
search button

Facebook acha origem de spam e elimina "maior parte" dele

Compartilhar

O Facebook anunciou na terça-feira que identificou a origem de ataques à rede social como sendo da exploração de navegadores web. A rede social também afirmou que eliminou "a maior parte do spam causado pelo ataque", segundo a CNN. Também na terça, mais cedo, o site informou que investigava uma série de imagens de pornografia e conteúdo violento que chegava, sem solicitação, aos campos de notícia de perfis de usuários.

"Agora estamos trabalhando para aperfeiçoar nossos sistemas para nos defender melhor de ataques similares no futuro", declarou via e-mail o porta-voz do Facebook, Frederic Wolens. Segundo o comunicado, os usuários teriam sido levados a colar scripts maliciosos em sua barra de endereços, compartilhando (sem querer e automaticamente) o conteúdo indesejado.

Wolens afirma que a rede social criou um mecanismo para fechar as páginas que compartilhavam os links hackeados. O Facebook também teria entrado em contato com as pessoas afetadas pelo ataque para explicar como podem se proteger de situações como a registrada na terça-feira. As dicas incluem não copiar e colar códigos desconhecidos na barra de endereço, ter sempre a versão mais recente dos navegadores e usar o botão "Denunciar" para alertar sobre atividades suspeitas no site. O porta-voz informou, ainda, que nenhum dado pessoal ou de cadastro foi prejudicado.

Apesar de apontar a origem técnica do ataque, o Facebook não indicou quem seriam seus autores. As suspeitas recaíram sobre o grupo ativista hacker Anonymous, que teve dois grupos afiliados divulgando notícias sobre ataques à rede social com 800 milhões de membros. Um dos coligados afirmou que dia 5 seria o "kill Facebook day" (dia de matar o Facebook, em tradução livre) - data que passou sem atividades notáveis -, e outro, na última semana, divulgou vídeo informando sobre a criação do "vírus Fawkes", que atacaria o site criado por Mark Zuckerberg.

Segundo a CNN, algumas contas do Twitter conhecidas por serem de membros do Anonymous não falaram uma palavra sobre as imagens de pornografia e violência de terça-feira. Além disso, outros membros teriam largado a Operação Facebook por acreditar que ela estava fadada ao fracasso e que indicava falta de coesão do grupo ativista hacker.