França e Alemanha versus Internet Explorer

Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - Depois de o governo alemão ter aconselhado na semamana passada os usuários da web a não usarem o browser Internet Explorer, o governo francês fez o mesmo segunda-feira. A recomendação foi feita com base em informações da própria Microsoft, que produz o software de navegação.

A gigante americana admitiu que os recentes ataques aos sistemas da Google, como a invasão de contas de Gmail de ativistas de direitos humanos na China, se deveram a falhas no Internet Explorer.

Segunda a empresa fundada por Bill Gates, a falha utilizada pelos hackers afeta as versões 6, 7 e 8 do Internet Explorer. Apenas uma versão do Internet Explorer não conteria a falha crítica a versão 5.01, que roda junto com o sistema operacional Windows 2000. As demais versões em todos os outros sistemas da empresa são vulneráveis.

A Microsoft afirma que a falha utilizada no ataque permite a um hacker controlar o computador do usuário. A porta de entrada seriam os e-mails, que que remetem para um site com vírus.

O browser foi um dos vetores de ataques de hackers realizados em dezembro, que afetou 20 grandes companhias. A Microsoft já está tentando solucionar o problema. A empresa garantiu, entretanto, que a alteração do status de segurança do browser para alta eliminará o problema.

Thomas Baumgaertner, porta-voz da Microsoft para a Alemanha, afirmou que não concorda com a recomedação do governo alemão, uma vez que, segundo ele, os ataques ao Google foram efetuados por pessoas com um objetivo muito específico .

Além disso, não foram ataques contra os usuários comuns. Não há qualquer ameaça à grande maioria dos internautas garantiu.