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Dinamarca quer corte global de 50% nas emissões

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JB Online

DA REDAÇÃO - A Dinamarca, país que vai sediar a Conferência das Nações Unidas sobre o clima (COP-15), em sua capital Copenhague, preparou uma proposta para a reunião que começa na próxima segunda-feira. A proposta dinamarquesa é que o mundo inteiro reduza em 50% as emissões de gases do efeito estufa até 2050, em comparação aos níveis de 1990.

Segundo os anfitriões da conferância, o esforço maior tem que ser dos países ricos. A proposta dinamarquesa recomenda que os países ricos sejam responsáveis por 80% dos cortes globais das emissões.

O documento pode servir de base para um acordo político na reunião da ONU. Ele sugere que o mundo adote 2020 como o ano em que as emissões atingirão seu auge.

Pela proposta dinamarquesa, seriam feitos esforços para que o aquecimento global médio se limite a 2 graus Celsius. As partes (países ricos e pobres) deveriam se unir construtivamente para fortalecer a capacidade mundial para combater a mudança climática , diz o texto da proposta.

Existe um forte expectativa negativa de que não há mais tempo hábil para que a reunião de 7 a 18 de dezembro resulte em um novo tratado climático de cumprimento obrigatório, já que não houve acordo entre países ricos e pobres sobre quanto cada um deve reduzir nas suas emissões e quem pagará a conta pela mitigação e adaptação à mudança climática. A expectativa agora é que a reunião sirva, pelo menos, para definir um acordo político que no futuro servirá de base para um novo tratado, possivelmente em 2010.

Países como Grã-Bretanha e França já sugeriram a criação de um Fundo de Lançamento de Copenhague que atingiria US$ 10 bilhões por ano. Os países em desenvolvimento aceitam isso apenas como "financiamento provisório", mas afirmam que talvez fossem necessários até US$ 300 bilhões.