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DA REDAÇÃO - O FDA (Food and Drug Administration), órgão responsável pela aprovação de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, aprovou o uso do medicamento bevacizumabe em combinação com interferon alfa para pacientes com câncer renal metastático, tipo mais comum de câncer nos rins. Segundo a Associação Americana de Câncer (American Cancer Society), o câncer renal é o oitavo tipo de câncer mais comum diagnosticado nos Estados Unidos. Em 2009, a estimativa é que 13 mil americanos morram da doença.
A decisão do FDA foi baseada em dados de um estudo internacional fase III, denominado AVOREN, que envolveu 649 pacientes e mostrou que a combinação de bevacizumabe e interferon alfa deu aos pacientes com câncer renal a chance de duplicar seu tempo de vida sem progressão da doença, quando comparados ao uso exclusivo de interferon alfa (5,4 para 10,2 meses) além de aumentar a chance de o tumor sofrer reduções significativas no seu tamanho.
- Essa aprovação nos Estados Unidos traz uma nova perspectiva de tratamento para médicos e pacientes. Aumentar a sobrevida sem progressão da doença representa benefício clínico para o paciente no tratamento do câncer renal - afirma Dr. Fernando Cotait Maluf, oncologista do hospital Sírio Libanês.
O câncer renal é o crescimento descontrolado das células cancerígenas que se originam nos rins sem causa conhecida. Infelizmente, como o câncer renal geralmente é assintomático, a maioria dos diagnósticos é feita em estágios mais avançados da doença. No Brasil, segundo a Associação Médica Brasileira e o Conselho Federal de Medicina, aproximadamente 10 mil pessoas sofrem com a doença em todo País.
O bevacizumabe inibe o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), proteína-chave para o crescimento do câncer. O medicamento funciona de uma maneira diferente dos outros aprovados para o câncer de células renais, pois inibe a angiogênese, ou seja, o crescimento dos vasos sanguíneos que suprem de nutrientes e oxigênio os tecidos cancerosos.
Na Europa, o bevacizumabe está aprovado desde o final de 2007 para o tratamento de primeira linha de pacientes com câncer renal metastático em combinação com interferon alfa. No Brasil o medicamento aguarda a aprovação da ANVISA para esta indicação.
A pesquisa envolvendo bevacizumabe é considerada pela classe médica o maior programa de estudos clínicos já realizados na área da oncologia.