Exercícios físicos não podem ser descartados, alerta médico

Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - A estimativa para os adultos é que eles estariam, em média, 10,8 quilos mais pesados. Mas o aumento ficou em 8,6 quilos.

- Isso sugere que o excesso na ingestão de alimentos ainda explica o ganho de peso, mas que houve melhorias na atividade física nesses 30 anos que evitaram um crescimento ainda maior afirmou Boyd Swinburn.

Segundo o pesquisador, para que o peso médio retorne aos valores da década de 70, seria preciso diminuir a ingestão calórica em cerca de 350 calorias por dia para crianças e em 500 calorias para adultos. No caso dos mais crescidinhos, isso equivale a deixar de comer um sanduíche grande.

Uma alternativa para atingir resultados semelhantes seria aumentar a atividade física em 150 minutos por dia para crianças e 110 para adultos. Realisticamente, embora a combinação dos dois fatores seja o ideal, o foco deve estar principalmente na redução da ingestão calórica afirma.

Mas para quem vê a pesquisa como desculpa para a preguiça, o pesquisador enfatiza: a atividade física não pode ser ignorada como um importante fator para auxiliar na redução da obesidade e que deve continuar a ser praticada por conta de diversos outros benefícios à saúde.

Entretanto, Swinburn destaca que as expectativas em relação ao que pode ser atingido por meio de exercícios devem ser diminuídas e as políticas públicas de saúde precisam ser dirigidas mais no sentido de encorajar a população a comer menos.