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RIO - Profissionais do serviço de Pneumologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) estão organizando o primeiro centro de
referência no diagnóstico e tratamento da Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) do Rio de Janeiro, que terá a participação dos serviços de Cardiologia e Reumatologia. Segundo
Daniel Waetge, pneumologista do HUCFF e um dos coordenadores do Registro
Nacional Brasileiro de HAP, o hospital atende por mês 40 pacientes com a doença.
Como no Brasil não há informação epidemiológica sobre a HAP, as Sociedades Brasileiras de Pneumologia, Cardiologia e Reumatologia estão realizando o Registro Nacional Brasileiro da doença, que reunirá dados de pacientes acompanhados em 19 centros de referência no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do
Sul, Distrito Federal e Pernambuco. O HUCFF é um desses centros. De
acordo com Waetge, o censo é essencial para a integração entre as unidades, a obtenção de informações para análises científicas e para
melhorar o diálogo com o Ministério da
Saúde. - O modelo do registro foi apresentado em um encontro de HAP em
Cartagena, Colômbia, em agosto do ano passado, e desde então já está sendo
utilizado como referência pelos países da América Latina -
destaca o pneumologista, ressaltando que nesse período mais de 800
pacientes já foram registrados.
A HAP é uma síndrome rara, com prevalência de 30 a 50 casos por
milhão, caracterizada pelo aumento progressivo na resistência vascular
pulmonar e sobrecarga do ventrículo direito. O diagnóstico pode ser feito
através de um ecocardiograma para verificar o nível da pressão da
artéria pulmonar. Os sintomas vão desde falta de ar, fadiga,
vertigem, palpitação, inchaço nas
pernas e dor no peito durante
atividades físicas.