Segurança em aeroportos poderá focar em comportamentos suspeitos

JB Online

WASHINGTON - Esperar em longas filas, tirar os sapatos e o cinto antes de atravessar detectores de metal em aeroportos pode se tornar coisa do passado muito em breve.

Especialistas em segurança estão deixando de analisar o conteúdo de bolsos e malas para decifrar o conteúdo das emoções, intenções e comportamento dos passageiros.

A tecnologia que analisa intenções comportamentais - cataloga "impressões cerebrais" - está mais avançada do que nunca, afirmou Omer Laviv, CEO da empresa de segurança israelita, ATHENA GS3 à CNN. Por sofrer ameaças constantes de segurança, Israel se tornou líder no desenvolvimento de tecnologias de detecção.

Segundo a CNN, as empresas israelitas de tecnologia estão desenvolvendo sistemas de identificação do estresse emocional para descobrir quando um passageiro intenciona cometer um atentado. Mais rápido que os detectores de metal, estes sistemas podem eventualmente restaurar a eficiência no processo de check-in dos aeroportos, garantem analistas.

A companhia israelita WeCU Technologies emprega uma combinação da luzes infra-vermelho, sensores e telas remotas, e mensagens subliminares oscilantes - como por exemplo uma foto de Osama bin Laden nos monitores de informações de embarque - para identificar comportamentos suspeitos.

Desenvolvedores de software afirmam que a combinação das tecnologias pode detectar a reação de pessoas a certos estímulos, como mudanças na temperatura do corpo, batimentos cardíacos e respiração sinais que terroristas emitem involuntariamente antes de executar ataques.

A nova tecnologia visa a acelerar o processo de embarque para permitir que passageiros transitem pelos pontos de segurança dos aeroportos em menos de 30 segundos.

Enquanto os sistemas tradicionais podem perpetuar discriminação de raças e religiões, os sistemas comportamentais têm potencial para serem mais imparciais, eficientes e baratos.

A empresa WeCU já recebeu verbas do Departamento de Segurança Nacional (DHS, na sigla em inglês) americano, que espera implementar um sistema de identificação de ameaças internas nos aeroportos em breve.

Uma vez que as tecnologias forem levadas à prática, um passageiro poderá olhar para uma tela com informações sobre vôos que emite a palavra Jihad em árabe sem que ele perceba que acaba de passar por um portal de segurança.

Os estímulos geram uma resposta comportamental automática capaz de ser captada por sensores espalhados pelos terminais.

Mas a empresa WeCU não parou nas mensagens subliminares. Desenvolveu um tapete inteligente que rastreia passos de passageiros para analisar seu estado emocional.

A tecnologia ainda está em fase de desenvolvimento, mas em breve especialistas acreditam que será possível detectar intenções maldosas através de uma simples pegada registrada pelo tapete.

Outra opção é um assento com sensores biométricos que poderá medir o estado emocional de indivíduos sentados nos corredores e salas de espera.

A WeCU já está negociando com aeroportos de todo o mundo e afirma que a tecnologia poderá ser implementada já em 2010.

Outra companhia de tecnologia israelita, Nemesysco, acredita que a chave para as emoções e intenções de indivíduos pode estar na voz dos passageiros. A empresa patenteou um sistema que identifica quando a freqüência de vibrações sonoras indicam uma ameaça.

Versões do sistema da empresa Nemesysco já foram testados com sucesso no aeroporto internacional de Moscou.